Barack Obama, Vladimir Putin

Quando Barack Obama foi eleito o mundo, e em especial a Europa, exaltaram de satisfação. Chegava com um discurso inflamado em defesa dos direitos humanos, o fim das guerras, um sistema de saúde para todos, e igualdade acima de tudo. Tanta era a esperança neste discurso que de pronto lhe entregaram um Nobel da Paz, antes sequer ter tempo de decidir entre a paz e a guerra. Claro que evitou mandar mais gente para Guantánamo, como tinha prometido, usando antes a tática de os mandar assassinar usando Drones, mas isso é um pormenor.

Já quanto Putin foi eleito toda a gente, especialmente na Europa, ficou cabisbaixa, por este senhor que restaurou alguma força à Rússia pós soviética é tudo menos uma figura querida dos que não seus nacionais. Claro que muito disto se deve à sua postura algo belicista, se bem que só conta com uma acção militar na Geórgia, e às dúvidas que existem sobre a liberdade de opinião e imprensa que realmente existe na Rússia.

Apareceu agora a guerra civil na Síria, um estado que tradicionalmente foi um dos apoiantes da União Soviética no Médio Oriente. Não se consegue perceber se o tirano presidente Assad é melhor ou pior que os Islamitas rebeldes, nem quem comete mais crimes de guerra. No entanto é traçada uma linha pelo presidente Obama, que se forem usadas armas químicas ou biológicas, intervirá.

Quando surgem rumores desta utilização, sem grandes provas nem de quem as terá usado, este diz que irá intervir, sem colocar em risco vidas americanas no entanto, e pede ao congresso uma autorização para atacar a Síria. Sendo que no entanto não precisa mesmo da autorização, mas pede na mesma para juntar os Republicanos aos nomes que apoiaram esta nova guerra.

No entanto Putin, numa jogada de mestre, apanha toda a gente desprevenida, e sugere que se o problema é o arsenal químico, então que se deixe a guerra manter o status quo, desde que a Síria entregue todo este armamento. Com Obama, nas suas indecisões, aliadas no entanto à sempre presente vontade de gastar armamento americano, encurralado caso a Síria aceite terá de aceitar não atacar. Fez mais pela Paz o sempre militarista e imperialista Putin que o sempre simpático e pacífico Obama.

Mas o Obama é um Nobel da Paz, não nos esqueçamos.

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