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	<title>A21 &#187; Espectáculo</title>
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	<description>Retalhos de uma vida entre Mafra e Lisboa</description>
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		<title>Olha sempre pr&#243; lado fixe da vida</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 00:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[A21]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://thumbs.sapo.pt/?pic=http://jn.sapo.pt/2008/02/05/15464283.jpg&amp;H=250&amp;W=250&amp;errorpic=http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif" align="right" /> É com esta frase que finaliza o espectáculo d&#8217;&#8221;Os Melhores Sketches dos <strong>Monty Python</strong>&#8220;, que esteve em exibição no auditório dos Oceanos no Casino de Lisboa, e que agora anda em digressão pelo país. Considero-me um fã deste grupo de humoristas que entrou para a história já nos idos anos 70, apesar de eu próprio já os ter conhecido tarde, já andava eu na faculdade, e o grupo já tinha findado o seu trabalho à quase vinte anos. E isso meteu-me renitente em relação a uma adaptação dos seus sketches para a língua de Eça, sim, prefiro dizer de Eça do que de Camões, um dia escrevo algo em relação a isso. Mantive-me quase até à última hora indeciso sobre se haveria de ir ver esta adaptação ou não, mas como surgiu em prenda de Natal, e uma grande prenda, pois foi surpreendente, e baseada nos meus gostos (tanto por Monty Python como de Nuno Markl seu adaptador).</p>
<p align="justify">Quando fui ver o espectáculo já ia com um bom pressentimento, e alegre, até pela companhia, e não me desiludi. Toda a envolvência do auditório ajudaram em muito, a encenação, a cargo de António Feio e a adaptação de Nuno Markl estavam muito bem. Gostei especialmente das liberdades a que ele se deu para adaptar alguns sketches marcantes, como o do Lenhador que perderia muito pela fraca ligação dessa profissão a Portugal, e a sua mudança para trolha, que criou um efeito muito bem conseguido.</p>
<p align="justify">Não gostei particularmente da actuação do Bruno Nogueira, estando um pouco <em>preso</em>, algo que vem sendo comum nele nos últimos tempos. A sua chegada à fama demasiado rápida por vezes faz parecer que acaba por actuar com o ego elevado, e limitar a sua naturalidade. Jorge Mourato por outro lado encarna em grande parte dos sketches o papel de vitima, e de uma maneira muito bem conseguída.</p>
<p align="justify">A dupla António Feio e José Pedro Gomes, mesmo que não sejam oficialmente uma dupla ali, é sempre algo especial. Sigo esta dupla desde a original Conversas da Treta, ainda nos tempos de rádio, e a química que têm entre eles é algo fora de série. E emprestam-na aos mais variados sketches enriquecendo-os de uma maneira muito positiva. Seria o ponto alto do espectáculo, não fosse outro homem.</p>
<p align="justify">Já vi dezenas de trabalhos diferentes por Miguel Guilherme, desde à muitos anos, mas em 2007 atingiu para mim o seu ponto alto. No campo da televisão e do drama, o programa <strong><em>Diz-me como foi</em></strong> em exibição na RTP1 nas noites de Domingo, é em sim muito bom, e a participação de Miguel Guilherme de um nível altíssimo. Mas no humor, género onde começou por aparecer, atingiu o seu topo agora a tomar para Portugal estas peças de Monty Python. Absolutamente genial.</p>
<p align="justify">O espectáculo em sim está muito bem conseguido, com uma excelente adaptação, e todos os envolvidos estão de parabens. Merece cada cêntimo que se paga para ir ver. E se foi oferecido como no meu caso, só têm de agradecer profundamente a quem vos ofereceu.</p>
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