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	<title>A21 &#187; Música</title>
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	<description>Retalhos de uma vida entre Mafra e Lisboa</description>
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		<title>Música de Intervenção II –  A parvoíce de Sam the Kid</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 19:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Este artigo vem no seguimento deste publicado em 15 de Março de 2008. Em Portugal existe uma longa tradição em música de intervenção, mais de meio século sob a égide de regimes totalitários, sendo deles  quase quarenta e seis anos de estado novo, no século vinte, fizeram as pessoas tentarem encontrar meios de dizer o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este artigo vem no seguimento </em><a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2008/03/15/msica-de-interveno-i-jos-carlos-ary-dos-santos/" target="_blank"><em>deste</em></a><em> publicado em 15 de Março de 2008.</em></p>
<p>Em Portugal existe uma longa tradição em música de intervenção, mais de meio século sob a égide de regimes totalitários, sendo deles  quase quarenta e seis anos de estado novo, no século vinte, fizeram as pessoas tentarem encontrar meios de dizer o que realmente pensavam. Foi duro, e com risco que homens como José Carlos Ary dos Santos, José &#8220;Zeca&#8221; Afonso, José Mário Branco, entre outros, escreveram, e cantaram músicas com enorme carga política, numa época em que tal poderia acarretar pesadas consequências.</p>
<p>Cantaram em nome da liberdade de vivermos numa democracia, e de podermos expressar as nossas convicções pelas palavras, e pelos actos. E nada mais forte numa democracia que o acto do voto. Isto foi ganho por jovens militares, revoltando-se contra o poder opressor que existia, arriscando as suas carreiras, a subsistência das suas famílias e em última instância, a sua própria vida. Arriscaram, quem sabe inspirados por palavras cantadas como as que Ary dos Santos escrevera, e ganharam para todos nós o direito e dever de votar, e a liberdade de nos expressar-mos sobre quem nos deve governar.</p>
<p>E o que fazem pessoas somo o &#8220;Sam the Kid&#8221;, um suposto músico dos nossos dias? Pedem para mandar-mos para o lixo o direito que foi conseguido com suor e sangue dos nossos pais, e agora para muitos já avós. Passo a citar uma <em>música</em> deste senhor:</p>
<blockquote><p>Yeah, não sou licenciado nem recenseado,<br />
com paciência, há-de aparecer alguém credenciado, com<br />
moral/<br />
Que me faça votar, me faça lutar, me faça notar,<br />
e faça esgotar a campanha eleitoral/</p></blockquote>
<p>Primeira prova de ignorância, logo a abrir. Em Portugal não é necessário ter qualquer tipo de formação académica, fora o alfabetismo, para ser eleito. Mais, neste momento um líder de partido, com assento parlamentar,  deputado, e ex-candidato a ministro de Portugal, não tem formação académica superior. Se os portugueses quiserem votar e elege-lo, estão no seu direito, tal como qualquer outro. E se não existem políticos com a visão que este cidadão tem, sempre pode tentar formar um movimento, e depois partido com as suas ideias. É a beleza da democracia. Tem a liberdade para isso.</p>
<blockquote><p>Por enquanto é só comédia, many manipula os média,<br />
que se excedem a assustar o nosso povo com medo/<br />
Eu não voto, eu boicoto, mas crio as horas nocturnas,<br />
sei qu&#8217;é o meu futuro, mas não vou acordar cedo/<br />
Pa pôr um voto nulo ao eleger um chulo ou um cherne,<br />
ou quem governe só com charme mas num mês dá um<br />
terno/<br />
e tropeçam, mal começam quando quebram a promessa,<br />
não me peçam interesse, vocês não se interessam/<br />
Eu não preciso de reflexão eu já, tou decidido,<br />
eu só voto na verdade e não a vejo em nenhum partido/</p></blockquote>
<p>Realmente, para que acordar cedo para colocar um voto nulo&#8230; É bem mais prático ficar a dormir em casa a dormir. Agora se repararmos bem está aqui a segunda barbaridade por falta de conhecimento  do senhor &#8220;Sam&#8221;. Mas faço o favor de lhe rectificar isso. Em Portugal as urnas estão abertas até as 19:00. Logo, se acha que acordar as 18:30 é acordar tarde, tem aí o seu impedimento como verdade, senão, é apenas mais um acto de ignorância da sua pessoa. E depois, para que votar branco, é melhor ficar na inacção. É esta a visão de &#8220;Sam&#8221;.</p>
<p>Sim, porque quando no fim do dia eleitoral o que se conta são quem ficou em casa, esses são os preguiçosos para se levantarem e votar. Os que protestam? Protesto é ir às urnas, e votar em branco, é dizer que estás contra qualquer destes projectos de governo deste país. É ver falta de qualidade em cada um dos lideres que se apresentam à eleição. Não o fiz muitas vezes, mas já votei em branco. Se não concordo o suficiente com ninguém, voto em branco, e fica expresso para toda a gente ver no fim do dia, a percentagem de portugueses que não se sentiram retratados em nenhum dos candidatos.</p>
<p>Ficar em casa a dormir, significa que não se quer saber da liberdade que os nossos bravos nos deram, e essa meu caro &#8220;Sam&#8221;, é uma intervenção bem diferente de ser um miúdo armado em rebelde.</p>
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		<title>Death Magnetic &#8211; O retormo dos pais do Thrash</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 20:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[A21]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Death Magnetic]]></category>
		<category><![CDATA[Metallica]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe muita discussão sobre qual a melhor banda disto, e daquilo. Qual a melhor banda deste e daquele estilo de Metal, mas na realidade, e por muito que custe aos fãs das outras bandas, a mais conhecida por todo o mundo, e a que mexe são os Metallica. Foram a primeira banda de Metal a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/0/09/Metallica_Death_Magnetic.jpg/200px-Metallica_Death_Magnetic.jpg" alt="Death Magnetic" width="200" height="200" />Existe muita discussão sobre qual a melhor banda disto, e daquilo. Qual a melhor banda deste e daquele estilo de Metal, mas na realidade, e por muito que custe aos fãs das outras bandas, a mais conhecida por todo o mundo, e a que mexe são os Metallica. Foram a primeira banda de Metal a atingir o top de vendas geral, e entrou a todo o gas, tanto no circuito comercial como no dos grandes concertos. Claro que os puristas de Maiden dizem que estes são mais antigos no Metal, os amantes de Slayer que estes são melhores que Metallica, mas isso são apenas dados subjectivos, os factos são os anteriores. Mas chega de falar do que os Metallica atingiram no passado, porque esse foi um dos grandes problemas deles desde que assinaram com o produtor Bob Rock.</p>
<p>Bob Rock tinha chegado aos Metallica após o grande êxito do album <em>&#8230;And Justice for All</em>, que tinha chegado ao numero 6 do top da Billboard de vendas, record para Metal na altura, e preparou com eles o album <em>Metallica</em>, muitas vezes conhecido como Black Album. Esse algum foi o maior sucesso de uma banda de Metal até à altura, atingindo pela primeira vez o primeiro lugar de vendas nos estados unidos, para uma banda deste género musica, e abrindo definitivamente o mercado para o género. Mas nem tudo são rosas. O estilo dos Metallica ainda estava lá, alguma músicas eram puramente geniais, mas algo estava a mudar. Muita gente considera este um dos maiores albuns de sempre de Metallica, não eu, mas ao mesmo tempo era o inicio da mudança.</p>
<p>Isto foi em 1991, e nunca mais a banda conseguiu reconciliar-se a cem por cento com os fãs. Continuavam os mesmos animais de palco ao vivo, continuaram a encher plateias, estádios e festivais, mas os trabalhos lançados, por muita qualidade que tivessem, não eram bem aquilo que eles tinham sido. Tome-mos os exemplos de <em>Load </em>e <em>Re-Load</em>, álbuns que aprecio bastante, mas que me parecem Hard Rock, não aquele estilo novo que tinha aparecido com os Metallica, o Thrash. Algumas outras experiências, muitas brincadeiras, e para acabar a festa, em 2003 sai o <em>St. Anger</em>. Como qualquer álbum de Metallica desde o Black, conseguiu abrir logo em primeiro lugar as vendas, o nome deles faz isso, mas os fãs chegaram ao limite com Bob Rock, o produtor. Muita gente dizia que ele era a influência que fazia a banda andar às voltas, e sem voltar a fazer daquele tipo de material que os tinha feito grandes, e no cumulo, apareceu uma petição online a pedir a demissão de Bob Rock. Mais de vinte mil pessoas assinaram a petição, a pedir a saída do produtor, que também tocou baixo durante <em>St. Anger</em>, e este acabou por sair. Para o novo album foi contratado Rick Rubin, que tinha produzido coisas tão dispares como o Reign in Blood dos Slayer, ao Californication dos Red Hot Chili Peppers, e disse desde logo que ia tentar que os Metallica fossem livres para voltar às bases.</p>
<p>No outro dia quando tive acesso ao álbum, e o meti no carro para ir até ao trabalho, o sorriso crescia a cada nova música que passava. Uma sonoridade mais aguda, mais rápida, que me fazia lembrar tanto o bom velho Ride the Lighting, que já tinha passado à uns anos os vinte anos de produção. Refrescante ao mesmo tempo, musicas realmente novas, mas nas matrizes antigas. Longas, sem preocupações para ficarem bem para passar em rádios, com extensos solos de guitarra, e com bateria a acompanhar desinibida agressiva, forte. Letras duras, criativas, estranhas e ao mesmo tempo acertadas. Liberdade e alegria a transparecer na voz do James enquanto cavalga até ao culminar do album numa brutal My Apocalypse, ao bom velho estilo de Seek and Destroy e Whiplash. Isto é Metallica meus amigos, não é cá algo feito para vender bem, e parecer bonito. São eles, ao seu melhor e mais puro nivel. Um album que os fãs pediam desde 1989, e que nunca tinham tido, e que nunca esperavam que fosse possivel eles voltarem a fazer. Eu ficaria satisfeito com um novo album de Metallica, de qualidade média como tinham feito nos últimos tempos. Agora percebo o quão errado estava, e quero mais e melhor, porque eles ainda são capazes. Black album, recua lá mais uns pontinhos, porque este é claramente melhor, um dos melhores albuns que já ouvi, e melhor álbum novo que oiço desde o Nevermind dos Nirvana, que já conta 17 anos de ediçao, visto ter sido publicado em 1991.</p>
<p>Só tenho a dizer, obrigado Rick Rubin, obrigado Metallica!</p>
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		<title>Metallica continuam vivos, Machine Head a surpresa</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 18:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada bate a energia e a qualidade de uma banda como os Metallica, a levarem ao rubro dezenas de milhares de pessoas, e na passada quinta-feira, no parque da Bela Vista em Lisboa, eu fui um dos privilegiados que sentiu de novo isso na pele. Um dia de Rock in Rio ao mais alto nivel, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada bate a energia e a qualidade de uma banda como os Metallica, a levarem ao rubro dezenas de milhares de pessoas, e na passada quinta-feira, no parque da Bela Vista em Lisboa, eu fui um dos privilegiados que sentiu de novo isso na pele. Um dia de Rock in Rio ao mais alto nivel, mas que nem por isso começou genialmente.</p>
<p>Consegui mais um amigo chegar bem à frente, cerca de 15 metros do palco, para o primeiro concerto, já perto das 19 horas. Os portugueses Moonspell eram a banda alinhada para começar a festa, e tentou firmar ali os seus créditos reconhecidos nacional, e internacionalmente. E falharam. Cada vez que tocavam bem uma música, e animavam o público, vinham logo de seguida com &#8220;mambo jambo&#8221; gótico, e estragavam o ambiente todo. Será que eles não percebem que frases como &#8220;Para os seres da noite, nunca é dia mesmo quando o sol vai alto&#8221;, ou &#8220;E agora para os amantes da noite e da lua, verdadeiros adoradores da musica eterna que é o metal&#8221;, são do mais puro ridículo? Talvez nos círculos góticos as pessoas achem piada a isso, mas quem tem alguns neurónios funcionais, duvido. Claro que se fosse dito com uma voz de gozo teria piada, mas assim&#8230; Como algumas músicas medianas, colmatadas com uma ou outra boa, perdem totalmente o seu valor pela patetice das palavras. Mas pronto, foi só para começar.</p>
<p>Quando a noite se preparava para aparecer, chegaram os Apocalyptica. Estes finlandeses surpreenderam o mundo à uns anos atrás quando lançaram o seu primeiro álbum, onde tocavam Metallica mas num quarteto de violoncelos. O virtuosismo da banda é inegável, mas tinha muito medo em relação à prestação ao vivo, especialmente num ambiente de festival de verão desta dimensão. Mas não tinham razão de ser estes medos, a banda finlandesa não desiludiu, e cumpriu, apesar de ter levado o publico ao rubro apenas quando tocaram covers de Metallica. Mas num dia que era dedicado aos Metallica, não seria estranho.</p>
<p>E a noite começa a avançar, e o público cada vez mais ansioso por Metallica, mas quem surge são os Machine Head. E que recepção eles tiveram. Assobios, gritos por Metallica, e muita gente a cantarolar a música com  que os Metallica abrem os concertos. O vocalista sorri, não dá parte fraca, e começa a sua actuação, com muita força e espírito. Entre a primeira e a segunda música, os gritos por Metallica e os assobios voltam ainda mais fortes. Muita gente poderia esperar uma má reacção da banda em palco, mas com um sorriso na cara apenas dizem que também são fãs de Metallica, e que é a maior honra que têm poderem estar com eles em palco. Na passagem de músicas seguintes o nivel de contestação sob os Machine Head, e pedidos de Metallica, baixaram, e a banda a pulso ia ganhando o público. Até ao ponto em que o vocalista já estava quase em lágrimas, e a dizer que nunca tinha visto um público como o nosso, e que voltaria em breve, mesmo que não fosse para tocar, estaria no meio com todos nós. Eu que não gostava de Machine Head, saí dali com uma simpatia pela banda, a qual até estou a ouvir neste momento. A quantidade de energia despendida pelo publico, foi altíssima, mesmo ao nível do magnifico concerto de Metallica no Super Bock Super Rock o ano passado, e isso veio a verificar-se depois.</p>
<p>Ao entrar no palco os Metallica mostraram que vinham de novo para incendiar Lisboa, começando por uma sequência de músicas rápidas e agressivas para levar logo tudo ao extremo logo de inicio. Resolveram pegar em algumas músicas não tão do agrado dos fãs, sempre mantendo a alternância com as mais conhecidas, para evitar repetir a genial set list do ano passado. E aprovo isso, porque a variedade também é importância. Mas isso em conjunto com o cansaço de largos sectores do público pela actuação muito forte de Machine Head, notaram-se e o público não puxou tanto como no ano passado. Adorei o concerto este ano, foi uma noite magnifica. No geral acho que foi um concerto melhor ainda que o do ano passado, pelo todo, mas infelizmente tenho de reconhecer que no ano passado os Metallica foram mais longe. Não que os culpe a eles só, porque claramente que ainda estão em forma, e com muito a dar. Mas a força do público, numa quinta a noite, ressentiu-se.</p>
<p>Uma grande noite! Quem nunca foi a algo como isto, e especialmente quem nunca viu Metallica ao vivo, tente fazê-lo o mais cedo possível. Vale a pena!</p>
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		<title>M&#250;sica de Interven&#231;&#227;o I &#8211; Jos&#233; Carlos Ary dos Santos</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 23:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto segue com o nome de Música de Intervenção I, pois de seguida farei outro um pouco em contra ponto. Portugal é dito um país de poetas, e felizmente temos a história polvilhada de grandes mestres desta arte, uns mais conhecidos, outros menos, mas a qualidade existe pelas gerações fora. Muitos deles tiveram algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 0px none;" src="http://www.brunojacinto.com/a21/wp-content/uploads/2008/03/arydossantos.jpg" border="0" alt="ArydosSantos" width="161" height="244" align="left" />Este texto segue com o nome de Música de Intervenção I, pois de seguida farei outro um pouco em contra ponto. Portugal é dito um país de poetas, e felizmente temos a história polvilhada de grandes mestres desta arte, uns mais conhecidos, outros menos, mas a qualidade existe pelas gerações fora. Muitos deles tiveram algumas das suas obras convertidas em música, na sua maioria anos após a sua morte, desde Florbela Espanca a Camões, mas também tivemos nomes que percorreram o caminho inverso, sendo primeiro conhecidos pelas letras que fizeram para a música, que são verdadeiros poemas. E um desses grandes nomes, é sem dúvida José Carlos Ary dos Santos.</p>
<p>Não acho contudo que toda a música seja poesia, e sinceramente, muitas das músicas que oiço, e aprecio, dificilmente considero tal coisa. Nem toda a música precisa de ser uma boa poesia para ser uma boa música. E muito boa poesia pode falhar na sua transformação para música. E nem tudo o que se escreve em verso, é poesia&#8230; Para dizer a verdade, nem sequer precisa de ser verso para ser poesia, mas chega de deambulações.</p>
<p>A poesia de Ary dos Santos não era normalmente vã, e no meio de um regime ditatorial, soube fazer letras para músicas de intervenção, e para as levar ao maior palco da altura, o festival da canção. Fazer letras de intervenção para ser apresentado ao público máximo, fintando primeiro a mão da censura, e depois ser notada o que era ao povo pensante, não era tarefa fácil. Juntando isso a algo que fosse bom o suficiente para ganhar o concurso, e ir até ao palco internacional, era de génio.</p>
<p>Em 1969 finta a censura com a Desfolhada Portuguesa, cantado por Simone de Oliveira, subvertendo e mostrando uma mensagem anti-ditatorial, passa o crivo inicial da censura, e chega ao estrelato, tendo sido posteriormente uma das melhores participações portuguesas do festival Eurovisão da Canção. A censura passou uma vergonha, e não se esperava que se voltasse a deixar enganar. Mas em 1973, durante o completo descrédito da primavera Marcelista, Ary dos Santos repete a graça, desta vez pela voz de Fernando Tordo, e de forma muito mais directa. Fica aqui o vídeo da música, em tributo a um poeta que lutou pela arma que conhecia contra um regime, e me deixa a pensar o quão fracos são os supostos <em>músicos de intervenção</em> do tal <em>Hip Hop Tuga</em>, mas isso vai ser guardado para o artigo que vem em seguida.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_YuTybFpse8&amp;hl=en" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/v/_YuTybFpse8&amp;hl=en" wmode="transparent"></embed></object></p>
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		<title>Maria da Fonte &#8211; o hino esquecido</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 19:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Na cerim&#243;nia de inaugura&#231;&#227;o de ontem, do &#250;ltimo tro&#231;o da A21, foi tocado pela banda da Escola de M&#250;sica Juventude de Mafra, o Hino da Maria da Fonte. Pergunto-me quantos entre os presentes saber&#227;o o que &#233; isso, e mais ainda, o que ele significa. Na verdade, o Maria da Fonte &#233; um Hino Nacional, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Na cerim&#243;nia de inaugura&#231;&#227;o de ontem, do &#250;ltimo tro&#231;o da A21, foi tocado pela banda da Escola de M&#250;sica Juventude de Mafra, o Hino da Maria da Fonte. Pergunto-me quantos entre os presentes saber&#227;o o que &#233; isso, e mais ainda, o que ele significa. Na verdade, o Maria da Fonte &#233; um Hino Nacional, de valia quase igual &#224; Portuguesa, sendo que o primeiro &#233; normalmente usado para saudar altos cargos militares, e ministros da Republica, enquanto que o segundo &#233; sempre utilizado na presen&#231;a do Presidente.</p>
<p align="justify">Para quem n&#227;o conhece a letra, que aposto que seja a maioria das pessoas, fica aqui a letra do mesmo, criada pelo maestro Angelo Frondoni, e que foi durante muitos anos a m&#250;sica do Partido Progessista.</p>
<p align="center"><em>Viva a Maria da Fonte      <br />Com as pistolas na m&#227;o       <br />Para matar os cabrais       <br />Que s&#227;o falsos &#224; na&#231;&#227;o </em></p>
<p align="center"><em>&#201; avante Portugueses      <br />&#201; avante n&#227;o temer       <br />Pela santa Liberdade       <br />Triunfar ou perecer </em></p>
<p align="center"><em>&#201; avante Portugueses      <br />&#201; avante n&#227;o temer       <br />Pela santa Liberdade       <br />Triunfar ou perecer </em></p>
<p align="center"><em>Viva a Maria da Fonte      <br />A cavalo e sem cair       <br />Com as pistolas &#224; cinta       <br />A tocar a reunir </em></p>
<p align="center"><em>&#201; avante Portugueses      <br />&#201; avante n&#227;o temer       <br />Pela santa Liberdade       <br />Triunfar ou perecer </em></p>
<p align="center"><em>L&#225; raiou a liberdade      <br />Que a na&#231;&#227;o h&#225;-de aditar       <br />Gl&#243;ria ao Minho que primeiro       <br />O seu grito fez soar</em></p>
<p align="center"><em>&#201; avante Portugueses      <br />&#201; avante n&#227;o temer       <br />Pela santa Liberdade       <br />Triunfar ou perecer </em></p>
<p align="center"><em>&#201; avante Portugueses      <br />&#201; avante n&#227;o temer       <br />Pela santa Liberdade       <br />Triunfar ou perecer</em></p>
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		<title>E do limbo, surgem guitarras em 2007</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 21:25:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;The best rock and roll band left on the planet.&#8221; -Sammy Hagar, vocalista dos Van Halen Depois do concerto dos Metallica, no Super Bock Super Rock, tive uma súbita vontade de voltar mais ao ambiente rico em guitarra que cresci a ouvir. Bandas como AC/DC, Metallica, Megadeth, Anthrax, Stone Temple Pilots, e claro Guns&#8217;n'Roses voltaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img src="http://slash1985.files.wordpress.com/2007/09/velvet.jpg" align="right" height="338" width="450" /> &#8220;The best rock and roll band left on the planet.&#8221;</em> -Sammy Hagar, vocalista dos Van Halen</p>
<p>Depois do concerto dos Metallica, no Super Bock Super Rock, tive uma súbita vontade de voltar mais ao ambiente rico em guitarra que cresci a ouvir. Bandas como AC/DC, Metallica, Megadeth, Anthrax, Stone Temple Pilots, e claro Guns&#8217;n'Roses voltaram a ser a minha companhia, depois de alguns anos ligado a power/epic/afins metal. E posso dizer que me reencontrei musicalmente.</p>
<p>A zona que vai desde o hard rock até ao thrash metal é sem dúvida o meu lar musical. Mas em parte achei-o velho e vazio de novidades.<br />
Muitas bandas extintas, outras que mais valiam estar extintas, outras a experimentar outros géneros, mas coisas novas nesta linha, com ideias e qualidade, não conhecia nada. E foi neste clima que meio do nada oiço uma noticia que uns tais de Velvet Revolver, citados como Hard-Rock, iam lançar o segundo álbum, e em anexo à noticia vinha um comentário do seu guitarrista, Slash. Mal li quem era o guitarrista, nada mais nada mesmo que o guitarra solo da época de ouro dos Guns, fui em busca de mais informação.</p>
<p>A banda é formada não por um, mas por três membros da época de ouro dos Guns, guitarra solo, baixo e bateria, e para melhorar ainda mais o cenário, o vocalista é o Scott Weiland, ex-voz dos Stone Temple Pilots. Logo tratei de arranjar o album, se bem que com muito medo que fosse algo típico de uma junção de reformados dos 80/90&#8242;s só para fazer dinheiro.</p>
<p>Felizmente estava enganado, e Libertad é para mim o melhor álbum de 2007, que é juntamente com o outro álbum da banda, Contraband de 2003, uma lufada de ar fresco no Hard-Rock. E conseguíram evitar o risco de colagem ao passado. A sonoridade não é a de Guns, nem a de STP, nem uma mistura rasca de ambas, é mesmo algo novo, é Velvet Revolver!<o:p></o:p></p>
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		<title>How does it feel to be alive? YEAAAAAHHHH</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 11:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Podia começar a falar do concerto de quinta feira em relação à falta de energia e de Mastodon, da(o) ridiculo(a) vocalista dos Blood Brothers, dos matrecos que preferi a jogar em vez de estar a ouvir Stone Sour, ou da mais de meia hora que os Metallica demoraram a entrar em palco. Mas porque? Porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Podia começar a falar do concerto de quinta feira em relação à falta de energia e de Mastodon, da(o) ridiculo(a) vocalista dos Blood Brothers, dos matrecos que preferi a jogar em vez de estar a ouvir Stone Sour, ou da mais de meia hora que os Metallica demoraram a entrar em palco. Mas porque? Porque não foi isso que me ficou da noite. Primeiro a extravagancia criativa de Joe Satrianni, e depois o puro rush de adrenalina dos Metallica, regados com uma boa dose de reencontro de velhos amigos, fizeram-me passar uma das melhores noites da minha vida.</p>
<p>O alinhamento das músicas tocadas, evitando por completo o St. Anger, foi quase perfeito, e a vida com que eles as tocaram foi assustadora. A interacção que tiveram com o público fizeram a malta cantar, gritar, saltar&#8230; enfim viver. Melhor que isto&#8230; só mesmo uma coisa, e vocês sabem qual é.</p>
<p>Para quem não foi fica aqui o alinhamento da noite, e um conselho. Para a próxima não faltem.</p>
<p align="center"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ICKaVAbACek"> Creeping Death</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=IcsaBKoK9-o" target="_blank">For Whom The Bell Tolls</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ukl_-LYr600" target="_blank">Ride The Lightning</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=UKQjmc_9TQY" target="_blank">Disposable Heroes</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=5cGvzApDZKI" target="_blank">The Unforgiven</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=cGdPb0N-cqI" target="_blank">&#8230;And Justice For All</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=OsQHbg3kxlo" target="_blank">The Memory Remains</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=nEeWtQheYVs" target="_blank">The Four Horsemen</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=IBVC6joYH9o" target="_blank">Orion</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Q7C90sLh5Ok" target="_blank">Fade To Black</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6KtF7ql3FJc" target="_blank">Master of Puppets</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=5GUSlhXOlII" target="_blank">Battery</a><br />
- &#8211; - -<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=1iskyNSbS7k" target="_blank">Sad But True</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=JgiGrXpOhYg" target="_blank">Nothing Else Matters</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=JwW9L_qzqp8" target="_blank">One</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=jRYDetbwegs" target="_blank">Enter Sandman</a><br />
- &#8211; - -<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=XFCHhyu61Aw" target="_blank">Am I Evil?</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=wLBpLz5ELPI" target="_blank">Seek and Destroy</a></p>
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		<title>A melhor banda do mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 06:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia que começa da forma necessária, com o belo do exame na faculdade, vai acabar de forma provavelmente brutal no meio de milhares de fãs de Metallica. Como fã da banda, e nascido no ano do seu primeiro trabalho discográfico, estou preparado para cantar, gritar, e sem dúvida passar uma noite magnifica, que também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia que começa da forma necessária, com o belo do exame na faculdade, vai acabar de forma provavelmente brutal no meio de milhares de fãs de Metallica. Como fã da banda, e nascido no ano do seu primeiro trabalho discográfico, estou preparado para cantar, gritar, e sem dúvida passar uma noite magnifica, que também servirá para aliviar o stress de mais um semestre quase acabado, e com os últimos exames/trabalhos a serem feitos.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v294/SturmPT/metallica.jpg" height="336" width="450" /></p>
<p>Amanhã dou notícias sobre como correu o concerto, espero que boas! Por agora, meter-me na A21, para o exame ser feito depois de já ter estado com tempo e horas na faculdade, para estar descontraído o suficiente.</p>
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