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	<title>A21 &#187; Política</title>
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	<description>Retalhos de uma vida entre Mafra e Lisboa</description>
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		<title>Música de Intervenção II –  A parvoíce de Sam the Kid</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 19:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Este artigo vem no seguimento deste publicado em 15 de Março de 2008. Em Portugal existe uma longa tradição em música de intervenção, mais de meio século sob a égide de regimes totalitários, sendo deles  quase quarenta e seis anos de estado novo, no século vinte, fizeram as pessoas tentarem encontrar meios de dizer o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este artigo vem no seguimento </em><a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2008/03/15/msica-de-interveno-i-jos-carlos-ary-dos-santos/" target="_blank"><em>deste</em></a><em> publicado em 15 de Março de 2008.</em></p>
<p>Em Portugal existe uma longa tradição em música de intervenção, mais de meio século sob a égide de regimes totalitários, sendo deles  quase quarenta e seis anos de estado novo, no século vinte, fizeram as pessoas tentarem encontrar meios de dizer o que realmente pensavam. Foi duro, e com risco que homens como José Carlos Ary dos Santos, José &#8220;Zeca&#8221; Afonso, José Mário Branco, entre outros, escreveram, e cantaram músicas com enorme carga política, numa época em que tal poderia acarretar pesadas consequências.</p>
<p>Cantaram em nome da liberdade de vivermos numa democracia, e de podermos expressar as nossas convicções pelas palavras, e pelos actos. E nada mais forte numa democracia que o acto do voto. Isto foi ganho por jovens militares, revoltando-se contra o poder opressor que existia, arriscando as suas carreiras, a subsistência das suas famílias e em última instância, a sua própria vida. Arriscaram, quem sabe inspirados por palavras cantadas como as que Ary dos Santos escrevera, e ganharam para todos nós o direito e dever de votar, e a liberdade de nos expressar-mos sobre quem nos deve governar.</p>
<p>E o que fazem pessoas somo o &#8220;Sam the Kid&#8221;, um suposto músico dos nossos dias? Pedem para mandar-mos para o lixo o direito que foi conseguido com suor e sangue dos nossos pais, e agora para muitos já avós. Passo a citar uma <em>música</em> deste senhor:</p>
<blockquote><p>Yeah, não sou licenciado nem recenseado,<br />
com paciência, há-de aparecer alguém credenciado, com<br />
moral/<br />
Que me faça votar, me faça lutar, me faça notar,<br />
e faça esgotar a campanha eleitoral/</p></blockquote>
<p>Primeira prova de ignorância, logo a abrir. Em Portugal não é necessário ter qualquer tipo de formação académica, fora o alfabetismo, para ser eleito. Mais, neste momento um líder de partido, com assento parlamentar,  deputado, e ex-candidato a ministro de Portugal, não tem formação académica superior. Se os portugueses quiserem votar e elege-lo, estão no seu direito, tal como qualquer outro. E se não existem políticos com a visão que este cidadão tem, sempre pode tentar formar um movimento, e depois partido com as suas ideias. É a beleza da democracia. Tem a liberdade para isso.</p>
<blockquote><p>Por enquanto é só comédia, many manipula os média,<br />
que se excedem a assustar o nosso povo com medo/<br />
Eu não voto, eu boicoto, mas crio as horas nocturnas,<br />
sei qu&#8217;é o meu futuro, mas não vou acordar cedo/<br />
Pa pôr um voto nulo ao eleger um chulo ou um cherne,<br />
ou quem governe só com charme mas num mês dá um<br />
terno/<br />
e tropeçam, mal começam quando quebram a promessa,<br />
não me peçam interesse, vocês não se interessam/<br />
Eu não preciso de reflexão eu já, tou decidido,<br />
eu só voto na verdade e não a vejo em nenhum partido/</p></blockquote>
<p>Realmente, para que acordar cedo para colocar um voto nulo&#8230; É bem mais prático ficar a dormir em casa a dormir. Agora se repararmos bem está aqui a segunda barbaridade por falta de conhecimento  do senhor &#8220;Sam&#8221;. Mas faço o favor de lhe rectificar isso. Em Portugal as urnas estão abertas até as 19:00. Logo, se acha que acordar as 18:30 é acordar tarde, tem aí o seu impedimento como verdade, senão, é apenas mais um acto de ignorância da sua pessoa. E depois, para que votar branco, é melhor ficar na inacção. É esta a visão de &#8220;Sam&#8221;.</p>
<p>Sim, porque quando no fim do dia eleitoral o que se conta são quem ficou em casa, esses são os preguiçosos para se levantarem e votar. Os que protestam? Protesto é ir às urnas, e votar em branco, é dizer que estás contra qualquer destes projectos de governo deste país. É ver falta de qualidade em cada um dos lideres que se apresentam à eleição. Não o fiz muitas vezes, mas já votei em branco. Se não concordo o suficiente com ninguém, voto em branco, e fica expresso para toda a gente ver no fim do dia, a percentagem de portugueses que não se sentiram retratados em nenhum dos candidatos.</p>
<p>Ficar em casa a dormir, significa que não se quer saber da liberdade que os nossos bravos nos deram, e essa meu caro &#8220;Sam&#8221;, é uma intervenção bem diferente de ser um miúdo armado em rebelde.</p>
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		<title>Sou contra a igualdade de direitos, por isso sou de direita</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 20:12:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[A21]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Direita]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda]]></category>
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		<description><![CDATA[Bem, o titulo pode parecer estranho, mas é a mais pura da verdade. Mas se calhar é melhor passar a explicar mais um pouco. A Direita e a Esquerda políticas baseiam a sua mais forte divisão na questão da igualdade. Na esquerda, defende-se a Igualdade de Direitos, ou seja toda a gente tem direito ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, o titulo pode parecer estranho, mas é a mais pura da verdade. Mas se calhar é melhor passar a explicar mais um pouco.</p>
<p>A Direita e a Esquerda políticas baseiam a sua mais forte divisão na questão da igualdade.</p>
<p>Na esquerda, defende-se a Igualdade de Direitos, ou seja toda a gente tem direito ao mesmo. A direita defende por seu lado uma coisa completamente diferente, que é a igualdade de oportunidades. E na nossa sociedade, especialmente na função pública, o que vigora desde as medidas do PCP no PREC (para as quais não foi eleito), é a igualdade de direitos.</p>
<p>Um exemplo prático. O cidadão A, funcionário da Câmara Municipal de Serras de Algo, recebe 800 euros por mês, e é funcionário desde 1974. De repente em 2010 a mesma instituição contrata um funcionário B, que receberá 600. Ao fim é decidido um aumento de 2%. Cada um destes senhores irá receber essa quantia. Isto é igualdade de direitos, e é o que defende o sistema actual. Num sistema onde a lógica de direita, a Igualdade de Oportunidades, impera, a pergunta chave seria feita na altura do aumento ser dado: quanto merece de aumento cada um.</p>
<p>Ambos tiveram a oportunidade de fazer o seu trabalho bem, aumentarem a capacidade dos que os rodeiam, e cumprir. Quando chega a altura do aumento, é isso que deve ser visto, o que cada um fez. Tendo tido hipóteses iguais, na altura das recompensas, estas não devem ser iguais, mas sim justas para o que cada um cumpriu.</p>
<p>Olhando noutro prisma, a segurança. O individuo A e B são parados numa operação stop. O A e B têm os documentos verificados apenas, e são mandados seguir. Isto é a visão esquerdista. Na visão de direita, seria visto algo mais. Se o individuo A tivesse no seu passado sido autuado uma vez ou duas por condução sob o efeito de álcool, o policia deveria deslocar-se ao carro patrulha, e mesmo que não tivesse a ser feita o controlo de alcoolemia a todos os condutores, como este tinha antecedentes, seria prudente fazê-lo. Estava a respeitar a igualdade de direitos? Não, visto não estar a agir da mesma forma para duas pessoas diferentes. Mas ambos tiveram a opção inicial de não terem violado o código da estrada.</p>
<p>Uma pergunta, fica ofendido com a violação da igualdade de direitos, quando um polícia impede um individuo, que em tempos foi condenado por pedofilia, de beber café no bar à porta da escola primária dos seus filhos? É que é uma violação da igualdade de direitos, mas não da igualdade de opurtunidades&#8230;</p>
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		<title>Rússia passa Estados Unidos em termos civilizacionais</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 22:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Pena de morte]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[A pena de morte é algo que me constrange. É uma punição ao mesmo tempo sem hipótese de retorno e benéfica para o prisioneiro. Isto quando comparado por exemplo com a Prisão Perpétua. Nessa pena a pessoa tem o resto da vida para pensar no mal que fez, obrigando-a claro a trabalhar, mas isso como todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pena de morte é algo que me constrange. É uma punição ao mesmo tempo sem hipótese de retorno e benéfica para o prisioneiro. Isto quando comparado por exemplo com a Prisão Perpétua. Nessa pena a pessoa tem o resto da vida para pensar no mal que fez, obrigando-a claro a trabalhar, mas isso como todos os presos deveriam ser. E caso algum dia se venha a descobrir que a punição estava errada, existe hipotese de tentar emendar, sempre com enorme prejuízo para o condenado, mas possível.</p>
<p>No caso da pena de morte acaba a punição rapidamente, mas ao mesmo tempo caso no futuro seja descoberta a prova da inocência, nada há a fazer. Mas porque falar da pena de morte hoje? Por a Rússia juntou-se agora a Portugal, o primeiro país a colocar na sua constituição o fim desta pena, que já acabou com esta forma bárbara de &#8220;justiça&#8221;  em 1867. Sim, na nossa monarquia constitucional conseguia-mos ser progressistas e humanos, de lembrar que também fomos pioneiros na abolição da escravatura. Podemos ter estado num marasmo progressista no século XX, mas no passado soubemos por diversas vezes sê-lo.</p>
<p>Mas a grande questão continua a ser: Para quando a abolição deste costume  nos defensores da liberdade e democracia pelo mundo? Senhor Nobel Obama, quer entrar na história com algo realmente de valor? Tem aqui a chance, mas duvido que mesmo que quisesse o conseguisse neste momento&#8230; E dizem eles ser o farol da civilização&#8230;</p>
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		<title>Casamento Homossexual e a Democracia</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 20:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Casamento Homossexual]]></category>
		<category><![CDATA[Democracia]]></category>
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		<description><![CDATA[Muito se tem falado nos últimos dias sobre o casamento homossexual. O cerne da questão tem andado pelo nome, maneira de aprovação e pela questão da adopção. A esquerda tem dito que se deve aprovar na assembleia da república, dando como casamento com todos os direitos e deveres de um casamento heterossexual. Ou seja a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem falado nos últimos dias sobre o casamento homossexual. O cerne da questão tem andado pelo nome, maneira de aprovação e pela questão da adopção.</p>
<p>A esquerda tem dito que se deve aprovar na assembleia da república, dando como casamento com todos os direitos e deveres de um casamento heterossexual. Ou seja a questão da adopção fica automáticamente resolvida, pois um casamento por si só é um dos factores facilitadores da adopção.</p>
<p>A direita defende um sistema híbrido, onde a união civil entre pessoas do mesmo sexo deve ter todos os direitos e deveres de um casamento, mas preservando a questão da adopção para outra altura. Sejamos honestos, para outra altura e provavelmente para nunca, pois ideologicamente não estou a ver o centro direita e muito menos a direita a aceitar esta questão.</p>
<p>Na sua maioria no entanto a direita opõe-se à questão de colocar o nome de casamento na mesa sem referendo popular, e aqui reside um ponto onde queria tocar. A esquerda, pelo menos na sua parte democrática, ou seja PS, aceitou bem a ideia de referendar a interrupção voluntária da gravidez de novo, em vez de passar por uma aprovação na assembleia. Isto também se deve ao facto de a opinião pública se inclinar nos últimos anos para um sim a essa medida. No caso do casamento homossexual penso que toda a classe politica tem a noção clara que a população na sua maioria terá mais renitência, e que será provável uma rejeição clara, acredito que facilmente 70% de votos no não, em caso de referendo. E com este facto, e com a força de toda unida ter força parlamentar para aprovar qualquer medida por maioria simples, está a preparar-se para aprovar a dita lei.</p>
<p>O que me levanta a pergunta rápida, será isto democracia? Uma democracia é, pelo menos na teoria, uma forma de governação onde o poder em última análise se encontra com o povo. Se se pressupõe que uma consulta popular pode efectivamente negar uma mudança na sociedade preparada pelo poder politico, deverá esta ser aprovada sem uma audição clara e directa ao mesmo povo?</p>
<p>Será isto <strong>Democracia</strong>?</p>
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		<title>PS Mafra 2009 &#8211; Força Renovada e Crescente? Só na Ficção Cientifica</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 11:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Local]]></category>
		<category><![CDATA[Mafra]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[PS]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de ler um texto de Pedro Tomás e um de Nuno Ferro sobre o PS de Mafra, não posso deixar de mandar o meu bitaite. Ambos os posts falavam do PS e da sua festa que comemorou o seu ataque às autárquicas, e o respectivo site inaugurado. Falando sobre o post do Pedro Tomás, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ler um texto de <a href="http://sombradoconvento.blogspot.com/2009/01/foto-de-grupo.html" target="_blank">Pedro Tomás</a> e um de<a href="http://www.nunoferro.com/2009/01/as-pessoas-primeiro/" target="_blank"> Nuno Ferro</a> sobre o PS de Mafra, não posso deixar de mandar o meu bitaite. Ambos os posts falavam do PS e da sua festa que comemorou o seu ataque às autárquicas, e o respectivo site inaugurado.</p>
<p>Falando sobre o post do Pedro Tomás, e sobre o PS Mafra, algo me parece ressoa a situação nacional, mas no campo do PSD e legislativas, mas de uma forma ainda mais exagerada. Faz-se querer que vão mesmo à luta, e que vão ter uma hipótese, que formam uma nova equipa jovem e forte, mas na prática são os mesmos de sempre, mais um ou outro, e a falta de alguma pessoa forte e cheia de pujança, pois se as existem, não se querem queimar numa eleição perdida à partida. Quem foi a última pessoa do PS a dar realmente alguma luta eleitoral ao José Ministro? Para mim, foi o pai de Pedro Tomás, e já foi à algum tempo&#8230;</p>
<p>Quanto ao post de Nuno Ferro sobre o site, não podia estar mais de acordo. Um site de qualidade no mínimo duvidosa, segundo os parâmetros de 1998 da web, o que o torna nos parâmetros actuais muito mau mesmo. Desde imagens mal cortadas, e alinhadas ao canto superior direito, à má visualização em browsers que não o Internet Explorer, e ao conteúdo 100% estático. Tudo muito fraquinho. Mais ainda, o fórum, alojado em servidor estrangeiro e gratuito, com todo o amadorismo associado, e uma série de links para blogs no blogspot, onde o post que existe apenas diz &#8220;Comentem aqui&#8221;. Dá quase vontade de colocar lá um comentário a dizer: &#8220;Nada a comentar.&#8221;.</p>
<p>Este site leva uma pessoa a pensar na velha máxima, para fazer algo assim, mais valia estar quieto. Quase dá vontade de uma pessoa oferecer-se para fazer melhor, mas visto a minha afinidade politica, apesar de não estar militante de nenhum partido nos dias de correm, não ser para o partido socialista, esta esfuma-se depressa.</p>
<p>Parece que vamos ter uma campanha eleitoral muito animada por Mafra. Isto se os brindes que as campanhas derem forem de teor alcoólico, pois caso contrário nada existirá para animar a mesma.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.brunojacinto.com%2Fa21%2F2009%2F01%2F07%2Fps-mafra-2009-forca-renovada-e-crescente-so-na-ficcao-cientifica%2F&amp;linkname=PS%20Mafra%202009%20%26%238211%3B%20For%C3%A7a%20Renovada%20e%20Crescente%3F%20S%C3%B3%20na%20Fic%C3%A7%C3%A3o%20Cientifica">Partilhar/Enviar</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Douglas Adams pensou muito antes das eleições actuais</title>
		<link>http://www.brunojacinto.com/a21/2008/11/11/douglas-adams-pensou-muito-antes-das-eleicoes-actuais/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 11:53:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda pensei colocar esta citação apenas como uma Grande Frase, mas depois reconsiderei e aproveito-a para tecer algumas considerações. O Homem citado é Douglas Adams, pioneiro do melhor Nonsense, e logo virado para a ficção cientifica, de sempre, na minha pobre e humilde opinião. Qualquer pessoa com a capacidade conseguir fazer-se eleito presidente não deveria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda pensei colocar esta citação apenas como uma Grande Frase, mas depois reconsiderei e aproveito-a para tecer algumas considerações. O Homem citado é Douglas Adams, pioneiro do melhor Nonsense, e logo virado para a ficção cientifica, de sempre, na minha pobre e humilde opinião.</p>
<blockquote><p>Qualquer pessoa com a capacidade conseguir fazer-se eleito presidente não deveria ser autorizado a exercer esse cargo.</p>
<p><em>Anyone who is capable of getting themselves made President should on no account be allowed to do the job.<br />
  - Douglas Adams</em></p></blockquote>
<p>Existem politicos que pela sua personalidade, força ou juventude conseguem com alguma facilidade assumir o poder, e de forma muito mediatica, sem precisarem sequer de realmente explicar as suas medidas e como as tencionam cumprir. Tenho presentes três exemplos bem recentes de casos desses. Primeiro José Socrates em Portugal, jovem desportista, sorridente e com discurso de mudança.</p>
<p>Muita fala, muito palavreado, mudança, mudança mudança. Abolir o código de trabalho da maioria anterior, baixar os impostos, corrigir as injustiças sociais, modernizar e investir na educação. Na prática disto viu-se pouco, fora tentativas de parcerias com empresas estrangeiras e nacionais para tentar desenvolver o nosso plano tecnológico. Além de ter para mim a maior cara de pau da politica portuguesa, pois se nos últimos dez anos só não esteve com lugar no governo durante dois, dizer que tudo o que está de mal no país é herança de outros é&#8230; hipócrita no minimo.</p>
<p>Depois temos Nicolas Sarkozy. Jovem, desportista, e mais um sorridente. Mais uma vez mudança, dignificar a politica francesa, restaurar a confiança na europa, e recuperar a economia francesa. Pois&#8230; dignificar a politica francesa com a quantidade de casos de jornais cor de rosa, onde ele se meteu, não é lá muito a meu ver. A economia francesa não melhorou, com culpas da crise mundial sem dúvida, mas esta já estava em curso quando ele fez as suas promessas. Nota de destaque contudo para as suas posições durante a crise da Ossétia do Sul, onde acho que foi o lider mundial com melhor atitude, e onde liderou a Europa para uma posição bem pensada e calculista.</p>
<p>Agora temos Barak Obama. Jovem, sorridente e desportista. Mais um para as contas. Prometeu a mudança. Prometeu mundos e fundos, mas sem conseguir explicar bem com factos como conseguira levá-los a bom termo. Meteu metade dos politicos da Europa a seu favor, desde a mais radical extrema esquerda Portuguesa, Bloquista pois claro, a muito do PSD, partido de centro direita que será o mais parecido em Portugal ao Partido Democrata Norte Americano. Meteu Chavez e Fidel a falarem bem de si, tal como lideres de todos os quadrantes do mundo. Será que quando começar a agir, metade do mundo não ficará a pensar que não era isto que queria. Sim, porque fazer politicas para agradar a toda a gente, ou seja aos dois lados da barricada, é virtualmente impossivel. A não ser que adopte a lógica Guterrista de simplesmente não fazer nada, para não chatear ninguém. Mas ai seria pior a emenda que o soneto.</p>
<p>Eu como alguém que gostaria de ter visto Giulianni ou Hilary Clinton na presidencia, senti-me logo derrotado após as primárias norte americanas, mas espero sinceramente que este presidente seja bom para os Estados Unidos, e egoistamente que as suas politicas tenham bom impacto na economia Portuguesa em particular e europeia no geral. Boa sorte, e que seja uma mudança pela positiva e não apenas cosmética.</p>
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		<title>Mário Machado &#8211; Criminoso comum ou preso politico?</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 22:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[A21]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Machado]]></category>
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		<description><![CDATA[Pensei muito antes de escrever este texto, porque não tinha a certeza se o devia publicar ou não. Ultra-Nacionalismo, extrema direita e emigração são temas que em Portugal são como gelo fino, e se caminhamos com as nossas opiniões sobre eles, podemos deixar uma imagem quebrada e que nos pode ser muito negativa. No entanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensei muito antes de escrever este texto, porque não tinha a certeza se o devia publicar ou não. Ultra-Nacionalismo, extrema direita e emigração são temas que em Portugal são como gelo fino, e se caminhamos com as nossas opiniões sobre eles, podemos deixar uma imagem quebrada e que nos pode ser muito negativa. No entanto quero acreditar que neste país ainda todos podemos falar livremente, e exprimir a nossa opinião, se alguém não perceber um argumento, isto é válido sempre, mas neste artigo em especial mais ainda, pergunte antes de fazer um juízo de valor, pois é um caso complexo.</p>
<p>Mário Machado, morador do nosso concelho, mais concretamente Ericeira, foi condenado a mais de quatro anos de Prisão Efectiva. Crime cometido? Ter armas, que segundo o que percebi pelas reportagens da RTP na altura seriam legais, mas que ao exprimir que em caso de necessidade as usaria na rua, para se proteger e aos &#8220;portugueses&#8221;.  Mais, durante essa reportagem, ele disse que acreditava em algumas ideologias de supremacia racial, e que grande parte dos problemas de Portugal, eram causados pela emigração ilegal. Para explicitar isso ainda com mais força, declarou-se contra a imigração em si. Passados uns dias, é preso, e segundo as conferencias de imprensa da PJ, por causa dessa reportagem, e por posse de arma com intuito ilegal, entre crimes de racismo, xenofobia entre outros.</p>
<p>Passados uns meses, é quase libertado, ao abrigo da lei de Setembro de 2007, que colocou, relembrem-se, centenas de assaltantes nas ruas; contudo uma manobra de bastidores repentina, Mário Machado, é mantido em prisão preventiva, enquanto que centenas de pessoas que realmente cometeram crimes efectivamente, e não apenas foram apanhados com armas, e que disseram que as usariam de modo ilegal, foram libertados. Mais, depois desse facto, o clima de insegurança em Portugal, e os assaltos, subiram de modo muito significativo.</p>
<p>Posteriormente, por ter chegado ao limite máximo de treze meses de prisão preventiva, foi colocado em liberdade, aguardando julgamento. Foi agora punido com mais de quatro anos de prisão <strong>efectiva</strong>. Relembro que em Portugal, assaltos à mão armada raramente passam de um ano de prisão efectiva, e homicídios, excepto os qualificados, só em casos muito pouco comuns passam os quatro anos efectivamente na prisão. Esta decisão do tribunal, coloca logo, e a hipótese de saída só após quatro anos e meio.</p>
<p>Ou seja num país que tem problemas de criminalidade crescente, em que a imigração ilegal é tratada com recurso a constantes legalizações extraordinárias, prender efectivamente um homem porque tem uma arma, que diz não ter medo de usar. Ah, e por ter opiniões e pensamentos anti-imigração e de teor até racista e xenófobo? A nossa justiça está a tentar substituir-se ao debate politico, que penso que facilmente pode meter a claro a fragilidade do tipo de discurso do PNR, se bem que nunca conseguiu combater eficazmente o também populista e perigoso discurso do BE? Será que no clima actual que vivemos, a prisão efectiva de Mário Machado, por um delito que mais me parece até agora ser de opinião, não será um prémio, e dos grandes, ao PNR, criando-lhes um mártir?</p>
<p>É que estupidamente, e por muito que discorde das linhas politicas do PNR na quase generalidade dos seus projectos, estão a tornar o Mário Machado um mártir e um preso politico pela causa que este partido de extrema direita. Estamos a brincar com o fogo&#8230;</p>
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		<title>Magalhães &#8211; As perguntas que ainda não li</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 21:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[A21]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Computadores]]></category>
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		<description><![CDATA[Muito se tem lido e escrito sobre o Magalhães. Desde a sua originalidade de conceito, fabrico e montagem de componentes, escolha de sistemas operativos, e todos os pormenores técnicos e políticos de que se lembraram. Mas para mim ainda ficaram muitas perguntas por fazer, ou simplesmente ainda não as vi colocadas em lado nenhum. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem lido e escrito sobre o Magalhães. Desde a sua originalidade de conceito, fabrico e montagem de componentes, escolha de sistemas operativos, e todos os pormenores técnicos e políticos de que se lembraram. Mas para mim ainda ficaram muitas perguntas por fazer, ou simplesmente ainda não as vi colocadas em lado nenhum.</p>
<p>E para ser mais característico, vai em forma de lista.</p>
<ul>
<li>Porque Magalhães? De tantos nomes sonantes e grandiosos na nossa história, alguns deles nomes reconhecidos pelo mundo inteiro, porque dar o nome de alguém que no seu tempo traíu a Pátria, mesmo que com isso tenha feito uma enorma façanha? Porque não Albuquerque, do grande Afonso, o Vice-Rei que fez mais pelo País que muitos Reis&#8230;</li>
<li>Não vou cair em hipocrisias, trazer a informática o mais cedo cedo possível aos mais novos, vai sem dúvida potencia-los. A questão para mim é outra, porque dar portáteis a baixíssimo custo a crianças de 6 anos de idade, quando alunos Universitários não os têm muitas vezes, e em certas faculdades (honra aqui ao Instituto Superior Técnico que sempre teve todos os recursos que pude querer) se vêm aflitos para poder comprar uma máquina que necessitam para se preparar, para a entrada eminente no mercado de trabalho?</li>
<li>Será que dar portáteis que são vendidos nas FNAC&#8217;s por mais de 250 euros, e que são excelentes máquinas para acesso ligeiro à Internet, a crianças de famílias com dificuldades, não irá trazer um mercado paralelo de revenda destas máquinas, oferecidas originalmente às crianças, e potencialmente revendidas pelos pais? Porque não colocar alguma forma de registo fisico nas máquinas que forem oferecidas, nem que seja com algo gravado?</li>
</ul>
<p>Note-se que como amante das tecnologias, e profissional do ramo, me sinto lisonjiado por estar num país que investiu numa máquina feita cá, com componentes estrangeiros claro, mas até os automoveis Seat usam motores fabricados noutros países. Não posso é porém deixar de pensar que mesmo no ramo das novas tecnologias se calhar haviam passos mais urgentes, um deles como citei em cima, computadores a baixo custo para estudantes universitários.</p>
<p>E convenhamos, em breve vamos ter uma época alta no sector da reparação informática, porque tantas máquinas nas mãos de gente tão nova, e curiosa por natureza, vão dar muito lucro a muita loja por aí.</p>
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		<title>tarei a inzajerar?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 10:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[A21]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Educacao]]></category>

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		<description><![CDATA[  Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<blockquote><p>Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.</p>
<p>Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?</p>
<p>E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem &#8216;os lesiades&#8217;, q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.</p>
<p>Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o &#8216;garra de lin-chao&#8217; é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde oes até á idade média e por aí fora, qués ver???</p>
<p>O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e merdas de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?</p></blockquote>
<p>Isto e algo que me chegou por email, como sendo de um adolescente do nono ano de escolaridade, de uma escola nacional. Penso que seja apenas uma ficcao, mas de qualquer forma bastante <em>realista</em>, pois como isto esta hoje em dia, pode perfeitamente acontecer.</p>
<p>E em vez de fazer um post grande sobre o facilitismo das escolas, que pensei em fazer, depois do anuncio da taxa de reprovacao mais baixa dos ultimos anos em PT, deixo-vos com um blog novo e interessante, que falou sobre o tema, o <a href="http://eufemismos.odisseias.net/2008/09/09/o-ensino-do-facilitismo/">Eufemismos</a>. </p>
<p><em>PS: Post em acentos nem c cedilhado por problemas com o teclado</em></p>
<p> </p>
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		<title>Assaltos a chegar à nossa terra</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 21:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Assaltos]]></category>
		<category><![CDATA[Crime]]></category>
		<category><![CDATA[Mafra]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante algum tempo, o «gang das almofadas» – nome de guerra por que ficou conhecido um grupo que assaltou vários estabelecimentos, colectividades e residências – utilizando um «pé de cabra», partindo as almofadas das portas, penetrando no interior e roubando pequenos objectos mas de muito valor, fez o pavor em Mafra. Um pouco adormecido ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="ok:g15" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Durante algum tempo, o «gang das almofadas» – nome de guerra por que ficou conhecido um grupo que assaltou vários estabelecimentos, colectividades e residências – utilizando um «pé de cabra», partindo as almofadas das portas, penetrando no interior e roubando pequenos objectos mas de muito valor, fez o pavor em Mafra. Um pouco adormecido ou utilizando outras tácticas, este grupo deixou de fazer das suas em grande escala para se dedicar a pequenos furtos de tabaco, bebidas e alguns trocos que os comerciantes deixavam nas caixas propositadamente abertas para evitar o vandalismo nas mesmas.</p>
<p id="ok:g17" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Mas agora o mesmo ou outro com as mesmas características volta à carga, e os assaltos a residências, estabelecimentos e colectividades estão na ordem do dia em Mafra.</p>
<p id="ok:g18" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Neste domingo, último dia de Agosto, a casa de um tio meu foi assaltada em plena vila de Mafra, (Avenida 1.º de Maio) ao fim da tarde. Juntamente com mais algumas casas do mesmo prédio onde vivem, perto do largo do Pelourinho, uma zona densamente povoada. As perdas monetárias são pesadas, mas as psicológicas ainda são maiores. Saber que uma criança de quatro anos está neste momento agarrada a uma almofada num sofá, a dizer apenas “Os maus entraram cá”, dói. Saber que durante muito tempo a casa que aquela família possui, a pagar com o suor do trabalho, e que é deles, não lhes vai parecer um santuário, como qualquer lar deve ser, dói. Um grupo, ou apenas uma pessoa, mas pronto, de animais que não sabem viver em sociedade roubaram o fruto do trabalho da vida de pessoas honestas, e assustaram durante muito tempo a vida dessa gente. Se não fosse minha família ficaria indignado, sendo da minha família, além de me indignar doi-me. Cada vez que a imagem mental do meu primo pequenino, agarrado à almofada a pensar nos «maus» que foram à casa dele, cerrasse-me os dentes em raiva. E depois começo a pensar na onda de violência que neste último ano tem crescido de forma imparável. Azar diz o Governo. Falta de integração social diz o Bloco de Esquerda. Eu por outro lado digo outra coisa.</p>
<p id="ok:g19" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Faz dia 15 de Setembro um ano da aplicação das medidas do novo código de processo penal, encaradas pelo nosso Primeiro-Ministro, o senhor José Sócrates, como de grande evolução humanista. Com isto mais de metade dos presos em prisão preventiva tiveram uma hipótese de sair em liberdade até serem julgados. Esta oportunidade foi concedida e, coincidência ou não, estranhamente aconteceu a grande vaga de crimes, especialmente assaltos, que apareceu neste ano. Lembrem-se que a oportunidade foi dada a alguns pedófilos, alguns outros casos mais ou menos mediáticos, mas na maioria dos casos foi dada a assaltantes, crime considerado menor. É menor roubar o pão da vida de quem trabalha? É menor meter as pessoas trabalhadoras deste País com medo de chegar a sua casa, paga com o suor do seu corpo, e a encontrarem vazia? Ou pior, correr o risco de ser assaltado com uma arma apontada à cabeça como aconteceu numa papelaria a semana passada em frente à escola Secundária José Saramago? É justo dar uma oportunidade de esperar em liberdade pelo julgamento, a pessoas que são apanhadas em flagrante delito, ou com provas fortes?</p>
<p id="ok:g20" class="western" style="margin-bottom: 0in;" align="justify">Achava mais justo tentar maximizar as oportunidades de crianças pequenas não terem de chorar ao ver o sítio que consideram lar e santuário violado. Aos pais que não têm de pensar em como recuperar, com o fruto do seu trabalho, aquilo que já tinham conseguido e lhes foi retirado por animais que ignoram todas as regras que nos permitem viver em sociedade.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.brunojacinto.com%2Fa21%2F2008%2F08%2F31%2Fassaltos-a-chegar-a-nossa-terra%2F&amp;linkname=Assaltos%20a%20chegar%20%C3%A0%20nossa%20terra">Partilhar/Enviar</a></p>]]></content:encoded>
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