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	<title>O Sino &#187; Cultura</title>
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	<description>Repicando desde Mafra até ao mar de Carcavelos</description>
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		<title>Democracia, Liberdade, Propriedade, Vandalismo e Violência</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 12:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram convocadas para dia 25 de Abril uma série de manifestações pela liberdade e democracia, pelo grupo Anonymous , com o lema: “resistência pacífica mas não passiva” e o nome de código #OP 25 Abril.  Eu sou daquelas pessoas que acha que a Democracia e a Liberdade são das coisas mais fortes que temos, e pelas quais devemos lutar. <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2012/04/23/democracia-liberdade-propriedade-vandalismo-e-violencia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_513" class="wp-caption alignright" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-513" title="380142" src="http://www.brunojacinto.com/a21/wp-content/uploads/2012/04/380142.jpg" alt="" width="350" height="233" /><p class="wp-caption-text">Imagem Público</p></div>
<p>Foram <a href="http://www.publico.pt/Sociedade/anonymous-portugueses-convocam-manifestacao-nacional-para-o-25-de-abril-1543184" target="_blank">convocadas </a>para dia 25 de Abril uma série de manifestações pela liberdade e democracia, pelo grupo Anonymous , com o lema: “resistência pacífica mas não passiva” e o nome de código #OP 25 Abril.  Eu sou daquelas pessoas que acha que a Democracia e a Liberdade são das coisas mais fortes que temos, e pelas quais devemos lutar.</p>
<p>Já me manifestei, durante o Verão Quente da Educação, e não tenho problema nenhum de o volta a fazer quando o achar justo e necessário. Sei que nem sempre têm algum efeito, ou até mesmo raramente o têm, mas fazem parte dos meus direitos cívicos e não abdico de os poder exercer.</p>
<p>Outro direito que acho essencial, e do qual também não abdico, é o de propriedade. Se me esfolo a trabalhar para conseguir comprar coisas, tenho todo o direito de as querer manter intactas, e não destruídas por um grupo de pessoas sem qualquer noção do que é a propriedade. E falo de propriedade porque? Durante as manifestações do mês passado no Chiado, onde a polícia, e bem, carregou os <em>manifestantes, </em>a manifestação tinha-se tornado apenas e só uma acção de selvajaria e vandalismo. A polícia ao ver montras a serem partidas, cadeiras a ser atiradas contra si, e contra carros e propriedade de pessoas que trabalharam para os comprar, resolveu avisar que em cinco minutos iria carregar, caso não parassem com os actos de vandalismo e dispersassem.</p>
<p>Este tipo de actuação da polícia é para mim não só justificada como correcta. Desculpas como <em>&#8220;as pessoas que sofreram a carga não eram quem estava a fazer os distúrbios&#8221; </em>não são válidas, até porque desrespeitaram uma ordem da autoridade, que avisou com tempo que iria efectuar a carga. E a carga era contra o grupo onde estavam os vândalos em acção. Será possível fazer uma acção destas, necessária para parar os actos de vandalismo? Penso que não, por isso terão de ser aceites.</p>
<p>Será que este tipo de violência e vandalismo ajuda a causa dos manifestantes? Não, claramente até prejudica a sua imagem e a sua mensagem.</p>
<p>Por isso caros Anonymous, antigos activistas de sofá que agora descobriram a rua, manifestem-se, exerçam o vosso direito, mas pacificamente. Caso de novo se tornarem uma acção de vandalismo, que sejam parados com toda a violência necessária, e depois presos e julgados (de preferência de forma célere ao contrário ao hábito), e condenados.</p>
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		<title>Amy Whinehouse, Whitney Houston &#8211; Devemos louvar a droga?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 13:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Em menos de um ano duas senhoras, Amy Whinehouse, Whitney House, com grande poderio vocal morreram derivado ao uso abusivo de substâncias ilícitas. É uma pena para o mundo da música, mas mais que tudo é uma pena pois é &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2012/02/28/amy-whinehouse-whitney-houston-devemos-louvar-a-droga/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-377" title="whitney-houston-drugs" src="http://www.brunojacinto.com/a21/wp-content/uploads/2012/02/whitney-houston-drugs.jpg" alt="whitney-houston-drugs" width="280" height="233" />Em menos de um ano duas senhoras, Amy Whinehouse, Whitney House, com grande poderio vocal morreram derivado ao uso abusivo de substâncias ilícitas. É uma pena para o mundo da música, mas mais que tudo é uma pena pois é a perda de vidas de uma forma parva e desnecessária.</p>
<p>O que me choca é primariamente a quantidade de comentários nos media, e agora também na Internet por esses Blogs e Facebook&#8217;s fora, a chorar estas mortes e quão injusta a vida é. Mais que me chocar, enoja-me, porque para o bem ou para o mal estas pessoas tinham um futuro à frente, tinham dinheiro para se conseguirem internar em todas as clínicas de recuperação do mundo, mas continuaram a insistir no vício que deviam saber que as condenava à morte a curto prazo. E custa-me mais aceitar isto num mundo realmente injusto em milhões de pessoas lutam contra doenças cruéis, com o maior exemplo no cancro, com tudo o que têm e não têm, e mesmo assim muitas vezes acabam por sucumbir. Esses milhões lutam até ao fim das suas forças, e outros simplesmente resolvem drogar-se até à morte, sendo que ainda por cima parece chic.</p>
<p>No caso da Amy lembro-me de inúmeros comentadores da praça a dizerem que ela viveu a vida ao limite, e que só por isso é que conseguiu chegar onde chegou musicalmente. Que teve uma vida mais forte e luminosa que o resto das pessoas, porque não se conteve em nada. Comentários como este revoltam-me, pois fazem parecer que ela tornou-se uma boa executante musical derivado ao que consumia, o que é claramente mentira. A carreira dela vinha a decair a passos largos, como o seu consumo de substâncias ilícitas, tendo chegado ao ponto ridículo de apenas um em cada três concertos ser realmente um concerto, os outros não passavam de um insulto a quem pagou bilhete.</p>
<p>Agora com a morte de Whitney vêm Tom Jones e Pedro Abrunhosa referir que coitadinha dela, o mal é da sociedade. Mais, que a o grande problema dela é que as drogas não são livres, e que se as drogas fossem livres, nada disto teria acontecido. Será que esta gente não percebe, ou tomou coisas que não os façam perceber, que tornar drogas legais não faz com que menos gente se drogue? Pode fazer com que menos gente tenha problema sociais associados à droga, como a vida nas ruas, a criminalidade associada e afins, mas não o consumo. Pior, o tipo de droga que esta senhora consumia não era considerada droga leve, as tais que são legais na Holanda e que alguns estudos até apontam que possam ser legalizadas com efeitos positivos.</p>
<p>Será que em vez de focar a morte da pessoa como um azar da vida, e da maldade do sistema, não se devia aproveitar para o inverso? Porque não focar que eram pessoas cheias de talento, sucesso e dinheiro, que por se terem metido no mundo da droga perderam tudo, inclusive a vida. Poderia ser um sinal de aviso que mostrasse aos seus milhões de fãs o mal que a droga faz, em vez de desculpabilizar e até louvar a mesma&#8230;</p>
<p><a href="http://publico.pt/Mundo/whitney-houston-morreu-afogada-apos-consumo-de-droga-e-doenca-cardiaca-1539085" target="_blank"><em>Nota: causa da morte confirmada como sendo a do abuso de droga e álcool.</em></a></p>
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		<item>
		<title>Sabores da Tapada Real &#8211; Comida Realmente Sustentável</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 18:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Mafra]]></category>
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		<description><![CDATA[Numa altura em que cada vez mais se procura comida regional, de época e sustentável, eventos como a mostra Sabores da Tapada Real são de louvar. Especialmente porque é já um evento recorrente nos últimos anos, e uma excelente iniciativa &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2012/02/15/sabores-da-tapada-real-comida-realmente-sustentavel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-338 alignright" title="sabores_tapada" src="http://www.brunojacinto.com/a21/wp-content/uploads/2012/02/sabores_tapada-212x300.jpg" alt="Sabores da Tapada" width="212" height="300" />Numa altura em que cada vez mais se procura comida regional, de época e sustentável, eventos como a mostra Sabores da Tapada Real são de louvar. Especialmente porque é já um evento recorrente nos últimos anos, e uma excelente iniciativa de particulares em conjunto com a Tapada Real e a Câmara Municipal de Mafra.</p>
<p>O conceito é simples, vários restaurante do Concelho de Mafra levam à mesa pratos de caça originária na Tapada Real de Mafra, com especial ênfase no Gamo e no Veado. Para algumas pessoas isto pode parecer chocante, e começam logo a pensar nos pequenos Bambis que são caçados para o gáudio dos amantes da boa gastronomia regional, mas é tudo menos isso. É algo necessário para a conservação ecológica.</p>
<p>Num sítio como a Tapada Real de Mafra as espécies de herbívoros circulam livres dos seus predadores naturais, e crescem em segurança e tranquilidade. Isto pode parecer perfeito e digno do paraíso, mas encontra um problema de controlo de populações. Com um habitat sem predadores, a longo prazo os herbívoros teriam de ser auto controlados pela natureza com a fome, e morte por esta via de muita da sua população, e enfraquecimento da restante.</p>
<p>Para evitar este cenário, e de forma inteligente, todos os anos têm de ser controladas artificialmente as sua populações, desta feita através da caça. De referir que esta caça é acompanhada por conservadores da natureza, e/ou veterinários, para garantir que são abatidos apenas o número correcto de animais, e das idades ideais. Desta forma esta caçada anual, que depois vai desencadear a mostra gastronómica dos Sabores da Tapada Real, é em si uma medida ecológica.</p>
<p>Se gosta da natureza, e da vida sustentável, e além disso de boa comida, com forte cunho na nossa cultura é um evento a não perder.</p>
<p>Em 2012 a mostra decorre entre dia 24 de Fevereiro e 11 de Março, nos seguintes restaurantes:</p>
<ul>
<li><strong>Convento da Cerveja</strong> &#8211; <em>Mafra</em></li>
<li><strong>Hotel Castelão</strong> &#8211; <em>Mafra</em></li>
<li><strong>João da Vila Velha</strong> &#8211; <em>Mafra</em></li>
<li><strong>O Azeiteiro</strong> &#8211; <em>Mafra</em></li>
<li><strong>O Brasão</strong> &#8211; <em>Mafra</em></li>
<li><strong>Sete Sóis</strong> &#8211; <em>Mafra<br />
</em></li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Casa dos Caracóis</strong> &#8211; <em>Malveira</em></li>
<li><strong>Restaurante Saloio</strong> &#8211; <em><em><em><em>Malveira</em></em></em></em></li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Retiro do Volante</strong> &#8211; <em><em>Carapinheira</em></em></li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Portal do Moinho</strong> &#8211; <em>Ervideira</em></li>
</ul>
<ul>
<li><strong>D. Guida</strong> &#8211; <em>Gradil</em></li>
</ul>
<p>Já fui no passado, e é sem dúvida algo a não perder de novo este ano.</p>
<div class="al2fb_likers"><a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1527249871" rel="nofollow">Alcides Jacinto</a>, <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100003486480945" rel="nofollow">Ana Paula Canteiro Luis</a>, <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100002445563979" rel="nofollow">Dora Rua</a>, <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1535559678" rel="nofollow">Bruno Jacinto</a> <span class="al2fb_liked">liked this post</span></div><div class="al2fb_like_button"><div id="fb-root"></div><script type="text/javascript">
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		<title>Personalidades Injustiçadas &#8211; D. Afonso IV &#8211; O Bravo</title>
		<link>http://www.brunojacinto.com/a21/2012/02/08/personalidades-injusticadas-d-afonso-iv-o-bravo/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 13:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[O Sino]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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		<category><![CDATA[Personalidades Injustiçadas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_291" class="wp-caption alignright" style="width: 258px"><a href="http://www.brunojacinto.com/a21/wp-content/uploads/2012/02/AfonsoIV-P.jpg"><img class="size-full wp-image-291" title="AfonsoIV-P" src="http://www.brunojacinto.com/a21/wp-content/uploads/2012/02/AfonsoIV-P.jpg" alt="D. Afonso IV de Portugal - O Bravo" width="248" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">D. Afonso IV</p></div>
<p>É-nos ensinado na escola que Portugal teve grandes reis e governantes. D. Afonso Henriques, D. Dinis, D.João I, e tantos outros.</p>
<p>Depois temos personagens românticos, e o maior de todos eles, é sem dúvida D. Pedro I fruto da sua paixão por D. Inês de Castro. Nessa história o vilão é o pai de D. Pedro, D Afonso IV, o bravo. É um homem duro, e que manda assassinar D. Inês, a amante de seu filho.</p>
<p>Analisando a frio, e tendo em conta as mentalidades da época, até podemos perceber o que levou D. Afonso IV a ordenar este assassinato. D. Inês era uma estrangeira, e desde o início da sua relação com o na altura Príncipe D. Pedro, este começou a dar cada vez mais poder aos amigos de D. Inês em detrimento de nobres Portugueses. E isto estava a levar alguma contestação entre a nobreza do reino. Também estaria a preparar-se para legitimar a sua união com D. Inês, levando os filhos dela a terem lugar na sucessão, logo a seguir ao infante D. Fernando, que era o único filho do primeiro casamento de D. Pedro.</p>
<p>Mas na história que é contada e ensinada nas escolas pouco mais se fala de D. Afonso IV que isto, o que num reinado de quase quarenta anos, é claramente pouco. Especialmente porque foi bem mais que isso. A maior injustiça é feita quando se fala nos descobrimentos, e se refere D. João I, também ele filho de D. Pedro e neto de D. Afonso IV, como o homem que lançou as primeiras descobertas. Refere-se também que D. Dinis, pai de D. Afonso IV, foi outro Rei que fez muito pelos descobrimentos iniciais, ao mandar plantar o pinhal de Leiria, que seria fonte de madeira para as embarcações.</p>
<p>Nada disto deixa de ser verdade, fora o facto das primeiras descobertas terem sido lançadas realmente por D. Afonso IV. Como a reconquista estava terminada, desde o reinado de seu avô, e o seu pai D. Dinis tinha feito um trabalho notável na reestruturação do reino, e sua estabilidade interna, D. Afonso teve de procurar um novo rumo de expansão e desenvolvimento, e encontrou-o no mar.</p>
<p>Foi no seu reinado que foram descobertas e reclamadas por Portugal as Ilhas Canárias, e foram concedidos fundos públicos para a construção naval, tanto mercante como exploratória. Mais ainda foi ele que percebendo que o mar era um bem importante negociou com os Ingleses a abertura dos mares britânicos à pesca por parte dos Portugueses, e que levou os primeiros barcos lusos a irem pescar no mar do Norte. Provavelmente aqui começou também a  nossa pesca ao bacalhau, que não existe na nossa costa, e que ainda hoje nos marca culturalmente.</p>
<p>Ou seja, foi acima de tudo um Rei que aquando o fecho de novas oportunidades na sua zona de conforto soube procurar novas alternativas, e tentar descobrir novas oportunidades e mercados. Neste caso um exemplo para os Portugueses em geral, e para os políticos em particular.</p>
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		<title>Sherlock Holmes uma sombra de si próprio&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 13:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos meus autores de eleição, especialmente na adolescência, foi sem qualquer sombra de dúvida Sir Arthur Conan Doyle. E muito por causa dos romances de Sherlock Holmes. Isso levou mais tarde a ser dos primeiros livros que me aventurei &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2012/01/23/sherlock-holmes-uma-sombra-de-si-proprio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="Game of Shadows" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/8/8b/Sherlock_Holmes_A_Game_of_Shadows_poster.jpg/200px-Sherlock_Holmes_A_Game_of_Shadows_poster.jpg" alt="" width="200" height="321" />Um dos meus autores de eleição, especialmente na adolescência, foi sem qualquer sombra de dúvida Sir Arthur Conan Doyle. E muito por causa dos romances de Sherlock Holmes. Isso levou mais tarde a ser dos primeiros livros que me aventurei a ler na língua original, mesmo existindo traduções para a nossa. Sempre gostei do espírito analítico desta personagem, a sua atitude perante o mundo, que ele simplesmente acha incrível não reparar nas coisas tão elementares. Torna-o um personagem ainda mais complexo a sua paixão à ciência e ao conhecimento, que o torna quase um ser assexuado. A sua relação, de amizade quiçá,  com Watson, que sem dúvida o admira mas passa um cabo dos trabalhos nas suas mãos.</p>
<p>E no recente filme de Guy Ritchie, isso foi das poucas coisas em que acabou por ser fiel ao personagem de Doyle, a sua relação com Watson, que está mesmo muito bem conseguida e retratada. O resto&#8230; Bem, ver Sherlock como uma pessoa atormentada pelo destino da sua <em>amante</em>, é estranho, para não dizer mais. As cenas de pugilato e kung-fu, mesmo que em livros como <strong>&#8220;O sinal dos quatro&#8221;</strong>, seja referido que Sherlock foi um pugilista na sua juventude, parecem excessivas e são muito mais presentes que as cenas de análise pura. Isto para não me lembrar que muitas das cenas de análise são feitas como uma forma de imaginar e simular combates, para depois usar técnicas de slow motion à lá Matrix.</p>
<p>Mas para mim, muito mais distante que a parte física, incomoda-me a parte psicológica. Sherlock, um personagem que conheço como frio, calculista e quase socialmente desligado, torna-se de repente um James Bond vitoriano. Impulsivo ao extremo, quase desejoso de entrar em combate e até resistente a tortura física ao nível de Rambo.</p>
<p>Isto quer dizer que foi uma má experiência, e um mau filme? Não necessariamente, isto se me desligar de que era Sherlock Holmes. A banda sonora está bastante boa, no momento certo e coesa. A fotografia está muito boa, com o estilo a que somos habituados em filmes que retratam a época vitoriana, a até as cenas de acção são bastante boas e entretêm. Não é de facto um filme de grande cariz psicológico, nem que nos faça pensar ou sequer maravilhar pela interação entre personagens e os seus diálogos. Mas para quem quiser ver apenas um filme num sábado a noite, para descontrair de uma semana de trabalho, não deixa de ser uma boa escolha.</p>
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		<title>Opiniões fortes, e chamar as coisas pelo seu nome</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 07:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantástico]]></category>
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		<description><![CDATA[Gosto de opiniões fortes, que me desafiam a pensar, que dizem o que pensam, e mais que tudo, que tenham uma  força intrínseca apoiada em factos. Gosto de quando alguém chama outro de idiota, com os argumentos certos. Ou quando elogia &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2011/04/14/opinioes-fortes-e-chamar-as-coisas-pelo-seu-nome/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto de opiniões fortes, que me desafiam a pensar, que dizem o que pensam, e mais que tudo, que tenham uma  força intrínseca apoiada em factos. Gosto de quando alguém chama outro de idiota, com os argumentos certos. Ou quando elogia mostrando o porque. Gosto especialmente quando alguém defende algo de que gosta, contra a idiotice de terceiros. Um exemplo recente disso foi uma discussão levantada entre David Soares e Fábio Ventura, mais concretamente nos seus blogs.</p>
<p>O que se passou? O primeiro chamou o segundo de idiota, com toda a razão e mérito, de forma argumentada, coerente e correcta, quando este disse uma real barbaridade. Mas vejamos o caso.</p>
<p>Quando questionado, por um jornal local, sobre o que escreve, e se sobre espera um dia escrever sobre outros géneros, a resposta do Fábio Ventura foi:</p>
<blockquote><p><em>Fico feliz por ter começado pelo Fantástico, uma vez que é o meu género preferido, mas também porque é um género adequado a alguém da minha idade que ainda não tem muita experiência de vida</em></p></blockquote>
<p>Algo que o David Soares destruiu e bem, não tendo papas na língua expondo a barbaridade da afirmação como o deveria ter feito. Mais ao expor o caso da forma que expôs, o David mostrou a falta de maturidade, e de conhecimento que o Fábio apresenta.</p>
<p>Claro que por essa Internet fora, seja em blogs seja em fóruns, os amigos do Fábio ficaram muito chocados, e disseram cobras e lagartos do que o David escreveu. As pessoas que aspiram a um dia serem autores publicados, custa-me chamar escritores a estes casos, com nível de talento e conhecimento do Fábio, logo vieram em sua defesa também. Em certos sítios foram até feitas acusações graves e pessoais contra o David Soares. E porque? Porque tem uma opinião forte, argumenta em seu favor, e como corolário não tem problemas em chamar alguém que diz uma idiotice de idiota.</p>
<p>E foi brando a meu ver, pois sitios por onde pegar não faltavam, ao ponto mais genial, a meu ver, ter chegado noutra parte da referida entrevista onde o Fábio Ventura diz:</p>
<blockquote><p>(&#8230;) o género fantástico carecia de personagens femininas fortes. Essa é uma tendência que está a mudar agora, mas na altura em que escrevi o livro, a norma era encontrar uma maioria de protagonistas masculinos, o tal arquétipo de um herói.</p></blockquote>
<p>Esta é de génio, mas o Fábio pode até no fantástico mainstream, para não arranjar algo de muito difícil ou escondido, uma autora, provavelmente das que mais vendeu livros deste género em Portugal, chamada Marion Zimmer Bradley. Esta senhora já escrevia antes do Fábio provavelmente saber sequer alinhar letras, visto ter-nos deixado já no milénio passado, e personagens femininas fortes é coisa que não lhe falta. Mais, um dos motivos que me faz desgostar da sua escrita é a quase ausência de personagens masculinas com força para ser mais que um joguete. Isto para ir buscar apenas um caso de uma best-seller, e não falar de tantos outros autores e autoras que circulam já desde o milénio passado.</p>
<p>Voltando ao tema. Neste mundinho do fantástico na Internet, abundam ataques velados de uns aos outros, com níveis de sarcasmo elevado, e guerrilhas pessoais nada trazem de novo a discussão nenhuma. E foi nisso que tornaram contra o David nesta discussão, quando na verdade, o que o David fez, e que deveria ser louvado, analisar um tema, e tirar as conclusões certas. Claro que essa opinião é dura, e num mundo em que se confunde qualidade com amizade, e opiniões com palmadinhas nas costas, muita gente ficou ofendida.</p>
<p><em>Que fique a ressalva, não sou amigo do David Soares, apesar de termos amigos comuns penso, e por acaso, apesar de possuir um par das duas obras, ainda não li nenhum livro dele. E nunca encontrei pessoalmente o Fábio Ventura, penso que também terei pelo menos uma amizade em comum, e nunca li nenhum livro dele. Logo em termos de relações pessoais, penso que sou equidistante.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eu também não fumo&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 14:05:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um texto muito interressante sobre uma nova praga de &#8220;edições&#8221; que anda por aí, que quase roçam a fraude. Vale a pena ler aqui: Eu não fumo, e você? No related posts.
No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um texto muito interressante sobre uma nova praga de &#8220;edições&#8221; que anda por aí, que quase roçam a fraude. Vale a pena ler aqui:</p>
<p><a href="http://retratos.wordpress.com/2010/02/06/eu-nao-fumo-e-voce/">Eu não fumo, e você?</a></p>
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		<title>Sci-Freaks de volta</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 22:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(retirado do meu post no forum) Faz em Dezembro um ano que o Sci-Freaks esteve pela última vez no ar a funcionar. Estava pejado de bots a criarem spam e instável a nível de ataques de Hacking. Definitivamente a precisar &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2008/10/24/sci-freaks-de-volta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodak.ptisp.org/scifi/index.php/topic,2152" target="_blank"><em>(retirado do meu post no forum)</em></a></p>
<p>Faz em Dezembro um ano que o Sci-Freaks esteve pela última vez no ar a funcionar. Estava pejado de bots a criarem spam e instável a nível de ataques de Hacking. Definitivamente a precisar de férias. Depois complicações naturais do fim da minha vida académica e a eterna atitude portuguesa de adiar para amanhã o retorno, foram deixando o retorno do forum para mais tarde, sempre com a premissa que quando voltasse teria de estar forte contra hacking e spam.</p>
<p>Depois do Fórum Fantástico deste ano fiquei com a vontade de reatar muitos dos laços com esta magnifica comunidade que é o Fandom, e nesse encontro deu-se o impulso final para recuperar aqui o cantinho. Não é por ser antigo, nem por ter tido um sucesso grande numa altura muito inicial destas coisas das comunidades web que o Sci-Freaks é especial, mas porque sempre foi nosso.</p>
<p>Era necessário também um sitio de suporte facil, de preferência em moldes de fórum, para apoiar o projecto Odisseias Fantásticas (<a href="http://fantasticas.odisseias.net/" target="_blank">http://fantasticas.odisseias.net</a>), o agregador de blogs do Fantástico. Se o Sci-Freaks ainda existia, se bem que de férias e offline, para que fazer outro?</p>
<p>Este lugar de discussão saudável, e partilha de textos e experiências, sempre primou pelo acolhimento especial, e citando Ricardo Loureiro, o Império do Planeta Laranja, devido à primeira skin do fórum, ainda tem o seu espaço na Internet portuguesa a meu ver. Ou pelo menos, no coração dos que já por lá passaram. Por esse carinho pelo cognome de Império do Planeta Laranja, perdi algum tempo para colocar no novo design algo do primeiro de todos. O resultado está aqui, para todos verem:</p>
<p><a href="../../scifi/" target="_blank">http://bodak.ptisp.org/scifi/</a> ou alternativamente <a href="http://www.sci-freaks.web.pt/" target="_blank">www.sci-freaks.web.pt</a></p>
<p>Todos os registos com zero posts foram eliminados, tal como todos os posts de spam que detectei, logo ficámos livres deste flagelo que foi dos motivos que nos levaram em parte a ir de férias. Agora estamos de volta, e espero contar com todos de novo para muita discussão sobre esta ficção cientifica, que cada dia mais parece o nosso mundo.</p>
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		<title>Odisseias Fantásticas</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 10:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ficção Cienfica]]></category>

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		<description><![CDATA[No meio de uma troca de ideias, na boa velha lista de discussão de Ficção Científica, surgiu a ideia de construir uma ferramenta que permitisse unir os mais diversos bloggers ligados ao mundo do fantástico em Portugal. Há algum tempo &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2008/10/14/odisseias-fantasticas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-justify: inter-ideograph; line-height: 14.25pt; text-align: justify;">No meio de uma troca de ideias, na boa velha lista de discussão de Ficção Científica, surgiu a ideia de construir uma ferramenta que permitisse unir os mais diversos bloggers ligados ao mundo do fantástico em Portugal.</p>
<p>Há algum tempo atrás, um amigo meu, o Luís Nabais, já tinha construído um sistema gestor d Feeds RSS e agregador das mesmas com o objectivo de permitir que num único espaço online os leitores conseguissem visitar vários blogs de diversas pessoas. Este projecto, nomeado PHP Bridges, é nacional e já está em desenvolvimento há algum tempo porque estamos a procurar torná-lo cada vez melhor e mais funcional. Infelizmente, com a típica azáfama de final de curso e início da vida profissional, acabei por deixar este projecto em suspenso. Agora, surgiu a ideia de criar algo semelhante para o Fantástico em Portugal e voltámos à carga. Nos próximos tempos, vou remodelar o código, acrescentar funcionalidades e trabalhar este sistema para o aperfeiçoar diariamente. Será o meu primeiro grande projecto neste sistema.</p>
<p>Ainda assim, já está online. Aqui, e com apenas um clique, podem ver os textos de muitos bloggers portugueses e, quem sabe, a médio prazo, lusófonos no geral. Para aderirem a esta odisseia com o vosso blog, contactem-me via e-mail (b.jacinto at gmail.com) e terei todo o gosto em ver analisar o vosso blog e adicioná-lo se se enquadrar no nosso objectivo e tema.</p>
<p>Inicialmente fui buscar uma pequena lista da minha amiga, e parceira em tantos outros projectos, e coloquei-os online. Todos eles membros da lista de FC, e com algum tempo no <em><span style="font-family: ">Fandom</span></em>. Peço-lhes para me arranjarem uma pequena imagem (para subsituir a imagem a dizer Weblog) mais relacionada ao seu próprio blog.</p>
<p>Peço também a quem quer que tenha bons conhecimentos de design e CSS, para ajudar com um logo e um design futuro da página, por agora simplesmente branca e funcional, pois espero dedicar-me mais tempo a programar e a melhorar funcionalidades.</p>
<p>E com isto considera-se apresentado inicialmente o <a href="http://fantasticas.odisseias.net" target="_blank"><span style="color: #800080;">Odisseias Fantásticas</span></a>, <a href="http://fantasticas.odisseias.net" target="_blank"><span style="color: #800080;">http://fantasticas.odisseias.net</span></a>.</p>
<p>Espero que gostem.</p>
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		<title>Resquiat in Pace Sir Arthur C. Clarke</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 23:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma pessoa que me diz muito no campo da literatura, e do fantástico no seu todo, nos abandona. Parece que desde que iniciei este blog que começa a ser o prato do dia. Mas as pessoas não são eternas, &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2008/03/19/resquiat-in-pace-sir-arthur-c-clarke/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bodak.ptisp.org/a21/wp-content/uploads/2008/03/accportrait.jpg"><img src="http://bodak.ptisp.org/a21/wp-content/uploads/2008/03/accportrait-thumb.jpg" style="border: 0px none " alt="ACCportrait" align="left" border="0" height="240" width="177" /></a> Mais uma pessoa que me diz muito no campo da literatura, e do fantástico no seu todo, nos abandona. Parece que desde que iniciei este blog que começa a ser o prato do dia. Mas as pessoas não são eternas, e o grande mestre que nos abandona hoje já não era novo, como ele próprio o disse, já tinha passado mais de noventa órbitas do céu. E com grande humor referiu recentemente que uma pessoa sabe que está velho, quando as velas custam mais que o bolo. Esta frase foi proferida por ele num vídeo, que colocarei aqui no final do texto via youtube, em Dezembro de 2007, por altura do seu nonagésimo aniversário, em que ele próprio admite que a morte está perto, e no qual quis deixar algumas palavras aos seus fãs.</p>
<p align="justify">Lembro-me do meu primeiro contacto com Arthur C. Clarke, num verão do inicio da década de 90. Teria eu os meus dez, talvez onze, anos e resolvi ir, como tantas vezes, até à Biblioteca Municipal de Mafra, para ver se alugava um livro. Nesse dia resolvi pegar em ficção cientifica, pois eu gostava de ciência, e o tema haveria de me interessar. 2001 Odisseia no Espaço foi o titulo que me saltou à vista, e lá o trouxe para casa. Ficaria bem dizer que o devorei num instante, mas não foi esse o caso. Lembro-me que demorei algum tempo a lê-lo, provavelmente um mês, até porque achei que era um pouco difícil, e que tinha um final mau até. O que na altura achei difícil, anos mais tarde na releitura, e na língua original, achei delicioso. E o final que achara mau, de repente tornou-se mágico e perfeito. Esta obra era na realidade um pequeno conto que Clarke tinha escrito, mais tarde por desafio de Stanley Kulbric reescrito e aumentado, para aquilo que viria a ser o guião do filme, e finalmente preparado para a versão final em romance.</p>
<p align="justify">Parece que a cada passo que dei na minha vida, descobri mais um pouco de Clarke. De escritor de livros que li em criança, passou para referencia como um dos grandes nomes da Ficção Cientifica. Depois dentro desta como um daqueles que realmente até percebia algo de ciência, e se ralava com ela. Não em apenas fazer naves aos tiros, que tão mau nome tem dado ao género. E já na faculdade, no estudo de satélites artificiais e a sua utilização nas telecomunicações, vim a saber que Clarke foi o primeiro a propor tal uso, e a descrever com precisão qual seria a melhor órbita para estes operarem. E esta órbita é a que ainda hoje é utilizada, de tal forma que por muitos é conhecida por Órbita Clarke. Acredito que durante muitos anos ainda vou descobrir mais facetas deste homem, nascido no Reino Unido no início do século passado, e que hoje nos deixou, na ilha onde viveu grande parte da sua vida, e que Camões refere logo no primeiro canto dos Lusíadas como Taprobana. Problemas de respiração tiraram a vida ao homem que ainda em Dezembro dizia que não era por estar preso a uma cadeira de rodas que estava impedido de viajar com a sua mente pelo universo.</p>
<p align="justify">Mas se algo me deixa feliz no meio desta noticia de morte, é as palavras do homem, eternizadas por ele em vídeo, em que diz que viveu uma vida grande, e que viu mais nascer e acontecer do que alguma vez supôs. Viveu uma boa vida. Descansa em paz.</p>
<p align="justify"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eLXQ7rNgWwg" target="_blank">Cliquem aqui para ver o vídeo.</a></p>
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</ol>]]></content:encoded>
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		<title>Olha sempre pr&#243; lado fixe da vida</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 00:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espectáculo]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://thumbs.sapo.pt/?pic=http://jn.sapo.pt/2008/02/05/15464283.jpg&amp;H=250&amp;W=250&amp;errorpic=http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif" alt="" align="right" /> É com esta frase que finaliza o espectáculo d&#8217;&#8221;Os Melhores Sketches dos <strong>Monty Python</strong>&#8220;, que esteve em exibição no auditório dos Oceanos no Casino de Lisboa, e que agora anda em digressão pelo país. Considero-me um fã deste grupo de humoristas que entrou para a história já nos idos anos 70, apesar de eu próprio já os ter conhecido tarde, já andava eu na faculdade, e o grupo já tinha findado o seu trabalho à quase vinte anos. E isso meteu-me renitente em relação a uma adaptação dos seus sketches para a língua de Eça, sim, prefiro dizer de Eça do que de Camões, um dia escrevo algo em relação a isso. Mantive-me quase até à última hora indeciso sobre se haveria de ir ver esta adaptação ou não, mas como surgiu em prenda de Natal, e uma grande prenda, pois foi surpreendente, e baseada nos meus gostos (tanto por Monty Python como de Nuno Markl seu adaptador).</p>
<p align="justify">Quando fui ver o espectáculo já ia com um bom pressentimento, e alegre, até pela companhia, e não me desiludi. Toda a envolvência do auditório ajudaram em muito, a encenação, a cargo de António Feio e a adaptação de Nuno Markl estavam muito bem. Gostei especialmente das liberdades a que ele se deu para adaptar alguns sketches marcantes, como o do Lenhador que perderia muito pela fraca ligação dessa profissão a Portugal, e a sua mudança para trolha, que criou um efeito muito bem conseguido.</p>
<p align="justify">Não gostei particularmente da actuação do Bruno Nogueira, estando um pouco <em>preso</em>, algo que vem sendo comum nele nos últimos tempos. A sua chegada à fama demasiado rápida por vezes faz parecer que acaba por actuar com o ego elevado, e limitar a sua naturalidade. Jorge Mourato por outro lado encarna em grande parte dos sketches o papel de vitima, e de uma maneira muito bem conseguída.</p>
<p align="justify">A dupla António Feio e José Pedro Gomes, mesmo que não sejam oficialmente uma dupla ali, é sempre algo especial. Sigo esta dupla desde a original Conversas da Treta, ainda nos tempos de rádio, e a química que têm entre eles é algo fora de série. E emprestam-na aos mais variados sketches enriquecendo-os de uma maneira muito positiva. Seria o ponto alto do espectáculo, não fosse outro homem.</p>
<p align="justify">Já vi dezenas de trabalhos diferentes por Miguel Guilherme, desde à muitos anos, mas em 2007 atingiu para mim o seu ponto alto. No campo da televisão e do drama, o programa <strong><em>Diz-me como foi</em></strong> em exibição na RTP1 nas noites de Domingo, é em sim muito bom, e a participação de Miguel Guilherme de um nível altíssimo. Mas no humor, género onde começou por aparecer, atingiu o seu topo agora a tomar para Portugal estas peças de Monty Python. Absolutamente genial.</p>
<p align="justify">O espectáculo em sim está muito bem conseguido, com uma excelente adaptação, e todos os envolvidos estão de parabens. Merece cada cêntimo que se paga para ir ver. E se foi oferecido como no meu caso, só têm de agradecer profundamente a quem vos ofereceu.</p>
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		<title>Filhos de H&#250;rin &#8211; O &quot;regresso&quot; de J.R.R. Tolkien</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 14:49:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Sempre fui um pouco critico de Silmarillion, que muitos fãs de Tolkien veneram como a obra suprema do mesmo. Mesmo me considerando fã deste grande senhor, considero que nessa obra falta a sua voz, o que na realidade não é &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2008/02/04/filhos-de-hrin-o-regresso-de-jrr-tolkien/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bodak.ptisp.org/a21/wp-content/uploads/2008/02/the-children-of-hurin-cover.jpg"><img src="http://bodak.ptisp.org/a21/wp-content/uploads/2008/02/the-children-of-hurin-cover-thumb.jpg" style="border: 0px none " alt="The_Children_of_Hurin_cover" align="right" border="0" height="303" width="206" /></a> Sempre fui um pouco critico de Silmarillion, que muitos fãs de Tolkien veneram como a obra suprema do mesmo.  Mesmo me considerando fã deste grande senhor, considero que nessa obra falta a sua voz, o que na realidade não é estranho, visto ser uma colectânea de apontamentos dele, revistos, reescritos e editados, pelo seu filho Christopher e Guy Gavriel Kay, este último mais tarde viria a tornar-se um autor, que eu particularmente aprecio no género. Apesar disso das duas vezes que li essa obra, uma em português e uma na língua original, gostei, mas faltou sempre a tal voz de Tolkien, que eu adorei tanto na trilogia Senhor dos Aneis, como no Hobbit, a minha obra favorita do grande mestre.</p>
<p align="justify">Para juntar ao facto de Os Filhos de Húrin ser também uma obra de edição, e reescrita em parte, de Christopher, baseado nos textos do seu pai, esta estória está também contida no Silmarillion, mas como um dos muitos contos alinhavados por alto. Todos estes factos me afastaram um pouco da compra do livro, mas sempre mantive a curiosidade, e fui dizendo que se algum dia mo emprestassem, acabaria por ler. Isso não veio a acontecer, mas melhor ainda, foi-me oferecido no Natal, ainda por cima inesperadamente, e por uma pessoa especial.</p>
<p align="justify">Andava numa estranha sabática literária desde o Verão de 2007, e cada livro que começava dificilmente acabava, tal como a minha vida <em>bloguistica</em>, andava meio em baixa. No início de 2008 peguei neste livro então, e para me ajudar nas viagens diárias entre Mafra e Lisboa, foi eleito para me acompanhar. Em três dias foi lido de uma ponta à outra.</p>
<p align="justify">A história é negra, isso já sabia, mas de uma beleza rara. A luta de um homem amaldiçoado aquando do seu desafio a um grande poder levou a uma maldição sobre a sua casa, na qual dizia em que tudo o que os seus filhos fizessem, seria condenado ao fracasso. As suas boas decisões encontrariam sempre um azar para as minar, os seus bons companheiros pereceriam, e nunca conseguiriam ser felizes em lado nenhum. E que apesar da sua grande força seriam sempre perseguidos sobre a sombra negra que cairia sobre o seu destino.</p>
<p align="justify">E é assim que seguímos toda a vida dos seus dois filhos, muito especialmente de Turín Tarambar. Grande entre as raças amadas pelos Valar, forte, astuto e corajoso, Turín vive a sua vida sempre com a sombra negra do seu destino. Mais não quero revelar, até porque vale a pena lerem por vocês. Mas o dialogo entre Morgoth e Hurin, é algo de genial, e que tem todos os traços de um verdadeiro diálogo de J.R.R. Tolkien, coisa que senti muita falta no Silmarillion.</p>
<p align="justify">Para quem gosta de boa fantasia, e mesmo para quem apenas gosta de desfrutar um bom livro, é algo a ler.</p>
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		<title>E eis que o tiro ressoa agora na Internet apenas</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 21:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Posso dizer que muito do que sei hoje do fantástico, e do que conheço, foi fruto de amizade e de contacto pessoal com algumas pessoas muito especiais para mim, especialmente a partir de 2002. Para quem me conhece minimamente, sabe &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2008/01/17/e-eis-que-o-tiro-ressoa-agora-na-internet-apenas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://bp3.blogger.com/_slcW5QJOOPM/R48-2QgBHVI/AAAAAAAAAAM/Tf4EN6XpO6M/s1600/Bang3%2Bcopy.jpg" align="right" height="287" width="202" />Posso dizer que muito do que sei hoje do fantástico, e do que conheço, foi fruto de amizade e de contacto pessoal com algumas pessoas muito especiais para mim, especialmente a partir de 2002. Para quem me conhece minimamente, sabe que a pessoa que mais me acompanhou nesse percurso, onde ambos crescemos, se bem que ela esteja num patamar muito mais alto que eu, foi a Safaa Dib, companheira de tantos projectos. Num desses projectos, apareceu um tal de Dragão Quântico, homem de palavra fácil, simpatia e sorriso marcante, e um projecto amador de grande qualidade, uma Fanzine. Nessa fanzine apareciam textos de amadores de todo o estilo, e num dos projectos que eu tinha com a Safaa, foi muito publicitado, e aí recolheu muitos novos autores. Essa colaboração deu alas a outras, e sempre com este Dragão na vanguarda.</p>
<p>Rogério Ribeiro de seu nome, Biólogo de profissão, é das pessoas que mais respeito no meio, provavelmente a que mais gosto mesmo, excluindo a Safaa, e acho-o um trabalhador genial. E por isso conseguiu erguer a Fanzine a um ponto muito alto, até que teve de a abandonar um pouco para ter tempo para outros projectos, mais concretamente o Fórum Fantástico (na altura Encontros Literários, na faculdade de Letras), e a Épica. Posso dizer que é das coisas que mais me orgulho neste meio foi ter sido convidado por ele para a fundação da, Épica, Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, e de ter podido ajudar, se bem que muito esparsamente, na organização de alguns destes eventos. Mas com o tempo passado, algo do género da antiga fanzine fazia falta, e a convite da Editora Saída de Emergência, foi lançada a revista Bang!.</p>
<p>Com edição impressa, e um profissionalismo maior, era o passo em frente seguro da antiga fanzine, e com uma qualidade invejavel. Porém hoje tive a triste noticia que a revista acabou a sua versão impressa, mas nem por isso parou. Continuará, agora de forma gratuita e em formato digital. E desenganem-se  aqueles que pensam que tudo o que se faz em Portugal <em>de borla</em> é mau, pois este trabalho é profissional, de qualidade, e com um intuito forte de divulgar o género ao publico em geral. Continuarei sempre a seguir, até acabei de enviar o ficheiro para o PDA para o ler nos próximos dias por inteiro, e aconselho todos a fazerem download desta revista em formato digital. Acreditem, tudo o que vi até hoje com a assinatura Rogério &#8220;Dragão Quântico &#8221; Ribeiro, é de alta qualidade.</p>
<p><a href="http://www.saidadeemergencia.com/uploads/books/Bang!%203.pdf" target="_blank"> Podem aceder à mesma, carregando aqui.</a></p>
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		<title>As Crónicas do Gelo e Fogo &#8211; A Guerra dos Tronos</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Sep 2007 15:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eu não precisava deste tipo de concorrência&#8221; &#8211; Robert Jordan Na primeira vez que surgiu nas bancas A Song of Ice and Fire, o blurb (aquelas pequenas frases de outros autores e/ou imprensa, que normalmente surgem na capa, badana ou &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2007/09/23/as-cronicas-do-gelo-e-fogo-a-guerra-dos-tronos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em> &#8220;Eu não precisava deste tipo de concorrência&#8221;</em> &#8211; <a href="http://bodak.ptisp.org/a21/2007/09/17/resquiat-in-pace-james-oliver-rigney-jr-robert-jordan/">Robert Jordan</a><img src="http://www.saidadeemergencia.com/uploads/thumbs/a1609b01f2c64aab18c75e8511b76280.jpg" align="right" height="254" width="177" /></p>
<p>Na primeira vez que surgiu nas bancas A Song of Ice and Fire, o blurb (aquelas pequenas frases de outros autores e/ou imprensa, que normalmente surgem na capa, badana ou cinta de um livro) era este de Robert Jordan, cuja morte comentei recentemente. Ao dar a notícia da morte de Jordan, George Martin refere isso mesmo, e que muitas das vendas iniciais que teve se devem a estas palavras. Mas felizmente não eram palavras de circunstância e muito menos vazias, e é curioso terem ambos sido lançados no mesmo Verão em Portugal.</p>
<p>São provavelmente os dois nomes que mais aprecio na Fantasia publicada nas últimas décadas, e sempre se degladiaram na minha mente pelo título de melhor autor deste género vivo. Com a partida de Jordan a dúvida (na qual ele tinha vantagem) acaba, infelizmente. Mas as semelhanças entre ambos acaba aqui. Jordan criou um mundo imenso, dezenas de povos e civilizações muito complexas e estruturadas, e centenas de personagens quase principais. Um mundo rico onde nos perdemos positivamente, e acompanhamos as personagens, que aprendemos a gostar, nele. Em Martin o centro são as pessoas.</p>
<p>A magia no mundo de A Canção de Gelo e Fogo é algo do passado, que deixou alguns vestígios, mas que não passa disso, pelo menos de início. Mas as personagens que habitam este mundo são ricas, muito ricas mesmo, mas nada mágicas. Muitas vezes chamo a Martin o Eça de Queirós do Fantástico, tal é o ênfase dado às pessoas, e à crueldade com que por vezes as trata. Ninguém é realmente bom, todos têm defeitos. Não existem raças boas ou más, existem isso sim jogos de poder extremamente complexos, aliados a jogos de sexo, onde por amor, paixão e até incesto, se mata, levantam guerras e se eliminam grandes nobres.</p>
<p>De início somos levados a acompanhar a família Stark de Winterfell, com o seu lema &#8220;O inverno está a chegar.&#8221;, que são os eternos defensores do Norte dos Sete Reinos. E logo aí o primeiro choque quando vemos o Lord Stark, o gentil e honrado homem (apesar de pai de um bastardo), a obrigar o seu filho Bram, de sete anos, a assistir à execução de uma sentença de morte por decapitação. Sentença esta aplicada por Lord Eddard Stark. Tudo isto porque segundo o próprio é tradição dos seus que quem declara a sentença tem de se sentir livre de a fazer cumprir, mas nunca sentindo prazer nisso.</p>
<p>Editado agora pela Saída de Emergência, é o livro ideal para provar que este género literário não é só para jovens, e não o recomendo a pessoas muito novas, ou sensíveis. É uma saga dura, cruel, pelo simples facto que as pessoas que habitam este mundo serem como as que habitam o nosso, no seu íntimo. Nunca tinha lido nada no Fantástico tão real.</p>
<p>Fica também aqui o convite a quem ler isto para visitar o <a href="http://georgerrmartin.saidadeemergencia.com/" target="_blank">fórum oficial</a> desta obra em Portugal, moderado pela minha boa amiga Safaa Dib, colega na fundação de diversos projectos online e na Épica. Um fórum em boas e experientes mãos, que tentarei também frequentar.</p>
<p>E apesar de ficar feliz por ter um dos meus autores favoritos na minha língua materna, não sou capaz de preferir ler na língua em que foi escrito. Especialmente Martin, que usa com regularidade termos em inglês arcaico que me deliciam.</p>
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		<title>Resquiat In Pace James Oliver Rigney, Jr. &#8220;Robert Jordan&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 21:37:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca mais me esqueço do que li quando se soube da doença grave de Robert Jordan, ele pela sua própria mão colocou um texto expondo toda a situação no seu blog, que terminou com: &#8220;I’ll keep on writing until they &#8230; <a href="http://www.brunojacinto.com/a21/2007/09/17/resquiat-in-pace-james-oliver-rigney-jr-robert-jordan/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.dragonmount.com/Images/RobertJoran_sm.jpg" align="right" height="320" width="240" />Nunca mais me esqueço do que li quando se soube da doença grave de Robert Jordan, ele pela sua própria mão colocou um texto expondo toda a situação no seu blog, que terminou com: <em>&#8220;I’ll keep on writing until they nail down my coffin.&#8221;</em>. E foi assim que o fez. Ainda recentemente afirmou que já tinha enviado mais de metade do último volume da saga Wheel of Time para a editora para revisão, e que acreditava que conseguiria acabar o mesmo antes de ceder à doença. Não o conseguiu, mas foi um Homem por tentá-lo sempre até ao fim.</p>
<p>Queria escrever algo de bonito aqui, para que as pessoas lessem mais da sua obra. Mas por agora não consigo, e apenas falo por alto do que sinto. Eu por mim li 12 livros dele, cada um deles com mais de 600 páginas, e alguns com mais de 900, sempre na sua língua o Inglês, como gosto de fazer, e adorei. Muitas vezes lhe ouvi apontarem criticas por estar a extender demasiado a sua obra, ou de ter demasiadas personagens principais. Mas era isso que eu gostava nele também, pois se gosto tanto das personagens, e do seu desenvolvimento, eram apenas mais coisas para ler sobre elas. Sei que ele era um cristão crente, coisa que para muitos pode ser um defeito, e apesar disso não era algo muito visivel na sua obra. Considerei-o dezenas de vezes o meu escritor vivo favorito, suplantando mesmo George Martin (muito mais cotado entre o &#8220;Fandom&#8221;), mas agora chegou a altura de ir competir com a liga mais importante, onde na minha memória lutarás entre Tolkien, Queirós, Pessoa, Salgari e tantos outros. Que a tua alma, como acreditavas que existisse, descanse em paz.</p>
<p>Para quem não conhece o Homem ou a obra, fique sabendo que era um Homem que nunca desistiu nem desanimou com a grave doença que teve, e que se propôs a acabar tudo o que tinha ainda, mesmo sabendo pelos médicos que era quase impossível sobreviver para acabar nem 10% disso. Morre de pé e com as botas calçadas, como todos os grandes homens! E para terminar, aqui fica algo que aparece em todos os primeiros capitulos da sua saga, e que espero que seja real para ele também:</p>
<p><em>  &#8220;The Wheel of Time turns, and Ages come and pass, leaving memories that become legend. Legend fades to myth, and even myth is long forgotten when the Age that gave it birth comes again. In one Age, called the Third Age by some, an Age yet to come, an Age long past, a wind rose. The wind was not the beginning. There are neither beginnings nor endings to the turning of the Wheel of Time. But it was </em><em>a beginning.&#8221; </em><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Wheel_of_Time" title="The Wheel of Time">The Wheel of Time</a> series</em></p>
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