Estado “gasta” 44 Milhões com Pintor Espanhol sem ligação a Portugal mas anda há 20 anos a adiar restauro de 2,3 Milhões dos Carrilhões de Mafra

Neste momento faz-se pompa da inauguração da exposição permanente dos quadros de um pintor espanhol que custaram recentemente 44 Milhões ao estado Português.

Entretanto os Carrilhões de Mafra continuam as promessas que os restauros vão começar em breve.

Andamos nesta saga há mais de 20 anos. Isto para uma obra de restauro de património Português de enorme importância histórica e cultural. Que custa 2.3 Milhões de euros. Ou seja, nem 10% do valor do custo dos Mirós.

Será aceitável um país gastar tantos milhões num conjunto de obras que a única coisa que tinham de ligação com Portugal era terem sido compradas por uns banqueiros Portugueses que viriam a lesar o Estado.

E existem outros casos, por exemplo o Museu Nacional de Arte Antiga teve de fazer em 2015 um peditório para conseguir 600 Mil euros. Isto para adquirir uma obra prima da pintura Portuguesa, de Domingos Sequeira do século XIX.

É normal gastar tanto dinheiro em obras sem relevância para o País, e deixar o nosso património em estado de permanente suspenso?

Algumas notas sobre o imbróglio dos resultados eleitorais…

Já não escrevia aqui à algum tempo, mas as eleições deixaram isto de tal forma baralhado que tenho vontade de passar a escrito aquilo que muito tenho falado. Até para de futuro poder voltar atrás e olhar para o que estava a pensar agora.

As eleições foram ganhas pelo PaF (PSD + CDS). E até agora sempre em Portugal o partido que ganhou foi quem formou governo.

O fundador e símbolo Socialista Mário Soares recusou aquando a queda do governo minoritário de Cavaco Silva uma iniciativa semelhante à que PS+BE+CDU estão a tentar fazer. Uma grande mostra de respeito democrático por parte de Mário Soares.

António Costa está apenas a tentar arranjar maneira de ficar no poleiro, já tendo mostrado que apenas quer manter o cargo de líder do PSD, e que a única forma de o manter é chegar a primeiro ministro.

A forma correcta e tradicional para formar governo em Portugal é convidar o líder do Partido mais votado a formar governo. Depois se na Assembleia da Republica resolver fazer passar uma moção de rejeição, e fazer cair esse governo, estará no seu direito democrático. Aí serão convocadas eleições a curto prazo (cerca de seis meses neste caso) e os Portugueses serão chamados a decidir.

E caso façam isso, espero que o PS+CDU+BE concorram coligados. E se forem os mais votados, que governem.

Agora ver a CDU (Estalinistas, que devotamente ainda hoje elogiam a URSS, Cuba e Coreia do Norte) a ter comportamentos antidemocráticos, não é de estranhar.

O PS, que apesar de ter algumas diferenças de opinião das minhas, sempre primou pela Democracia. Que foi fundamental na liberdade de expressão e de voto aquando do 25 de Novembro, ter posições destas… Isso sim deixa-me desiludido, triste e chocado.

Grandes Frases XVII – Winston Churchill

Todas as grandes coisas são simples, e muitas podem ser expressas numa única palavra: liberdade, justiça, honra, dever, misericórdia, esperança.

All the great things are simple, and many can be expressed in a single word: freedom, justice, honor, duty, mercy, hope.

Winston Churchill

Uma grande frase sempre, mas no meio desta crise de refugiados e ISIS ainda mais dá que pensar…

Novas vitimas de terrorismo Islâmico na Europa

Ontem em Copenhaga mais um ataque fatal protagonizado por um atirador Islâmico. Conseguiu fugir e hoje repetiu o feito, em termos de mortalidade. O único facto positivo no meio disto tudo foi que pelo menos desta vez a polícia conseguiu neutraliza-lo.

Desde que me lembro de ter um pensamento politico e moral que me considero plenamente contra a pena de morte. Mas nestes casos não consigo de deixar de sentir que foi feita alguma justiça quando são abatidos estes terroristas.

O seu objectivo é limitar as liberdades dos outros pelo medo. E quando não o conseguem pela morte. Sem respeito qualquer pela vida dos outros, e de quem está na mesma zona.

A sociedade não pode aceitar esta gente.

Alea Jacta Est

Num dos momentos de viragem da história clássica Júlio César atravessou com as suas tropas o rio Rubicão, preparando a fase derradeira da sua marcha para Roma.

Nesse momento chave da sua vida, e da história, afirmou Alea Jacta Est, os dados estão lançados. Não tanto numa lógica de desafio ou de inspiração, mas porque sabia uma coisa. Acontecesse o que acontecesse de seguida não poderia voltar para trás. E que depois desse momento, e de ter levado em frente a decisão de atravessar o Rubicão, nada mais seria como dantes para si.

Tomou a decisão que tinha de tomar, com os dados que tinha à sua disposição, e achou que era o momento de o fazer.

E cada vez que tomo uma grande decisão, ou que espero um grande acontecimento que irá mudar a minha vida, me lembro desta frase e deste grande Homem que em muito moldou o nosso mundo.

Alea Jacta Est.

Atitude vergonhosa de Obama

Fez hoje 70 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz. Um dia comemorado de forma particularmente cerrada a cada dez anos. E que poderá ter sido o último a contar com sobreviventes desta tragédia.

Normalmente os lideres de todo o mundo, e em especial daqueles que tiveram um papel relevante na Segunda Guerra Mundial, reúnem-se para lembrar ao mundo o que se passou, e honrar os que sofreram e morreram nos campos da morte.

Hoje Barack Obama faltou a este compromisso. Achou mais importante a coroação de um seu aliado seu cheio de petróleo do que lembrar para não deixar esquecer nunca um dos actos mais vis cometidos pela humanidade na história contemporânea.

Há valores que nunca se devem vender. E este Barack Obama vendeu. Um dia triste para Obama, e para os Estados Unidos.

Uma ideia brilhante do PS

A época de gripe deste ano está mais forte do que tem acontecido nos últimos anos. Como tal, consequência imediata, muita gente se dirige aos hospitais, centro de saúde e sap’s para encontrar forma de tratamento.

A isto junte-se todos os doentes normais para a época do ano, e o sistema nacional de saúde fica entupido. Falta de médicos, falta de especialistas, faltas dadas por médicos, motivos são muitos e conhecidos.

No entanto o PS deu uma ideia brilhante: suspender as taxas moderadoras neste período. Como é que ninguém tinha tido ainda esta brilhante ideia.

Basta pensar um pouco, quem está com gripe forte, vai procurar assistência com esta medida. Bem, na realidade iria com esta medida, ou sem ela. Mas o que mudaria então caso tão brilhante ideia fosse aplicada?

Mais gente nos serviços de saúde. Para pedir aquela receita do medicamento do mês, já que isso custa uma taxa moderadora. Ou para pedir uma declaração, para tirar a carta ou outra afim, já que assim se poupava uns cobres.

Esta medida conseguiria a proeza brilhante de levar ainda mais gente para os serviços de saúde. Serviços estes já sobrelotados nesta altura por causa de um surto de gripe mais forte que o comum.

Conseguir piorar uma coisa com uma medida simples é obra. Nem todos conseguem esta proeza genial. Mas o PS nisso é mestre!

7 de Janeiro de Negro na Cidade da Luz

Ainda estou em choque com as noticias que chegam de Paris. Vários homens armados entraram na redacção do Jornal Satírico Charlie Hebdo. Entraram gritando que estavam a vingar o Profeta Maomé. E começaram a matar sem piedade durante dez minutos.

Doze pessoas foram assassinadas, e mais algumas feridas. Tudo isto por terem um jornal que fazia sátiras que os assassinos não gostaram.

Por algumas vezes os cartoonistas deste jornal satírico publicaram cartoons jocosos com Maomé e outras figuras islâmicas. Claro está ridicularizando as mesmas.

Mas não se pense que este é o alvo único do periódico. Marcadamente de extrema esquerda, anti-clerical e ateu, dá o mesmo tratamento aos católicos. E aos judeus, e a toda a gente que não alinha na sua visão de extrema esquerda do mundo.

É essa a beleza maior da sociedade ocidental. Se alguém quer escrever, desenhar ou de qualquer forma expressar uma opinião, é livre de o fazer. E o que hoje estes terroristas fizeram foi matar para impedir a liberdade de expressão.

Isto é triste, condenável a todos os níveis, e nada de bom trás ao mundo. Uma cidade como Paris, com a sua luz e cultura, devia ser palco de tudo menos de um caso como este.

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Que comece 2015

2014 foi um ano muito agitado a todos os níveis. A nível Nacional e Internacional houve muito para ser discutido e analisado, e muito do mundo que conhecíamos mudou. Mas sobre isso falarei, se encontrar tempo noutra altura.

Chega agora um novo ano, cheio de tempo para o vivermos da melhor maneira possível. Altura de prometer a nós próprios que vamos mudar o que temos feito de menos bem, e de traçar objectivos e metas.

Porque na realidade é isso que mais importa nesta passagem arbitrária de ano. Uma data para olharmos para o que passou, e vermos o que podemos traçar como objectivos para daqui a um ano os poder reavaliar.

Da minha parte desejo um excelente 2015 a todos os que lerem isto, e a todos os seus. E um voto de que consigam alcançar com o vosso esforço, e quem sabe alguma sorte, todos os objectivos a que se propuserem.

Dia 1 de Dezembro nunca foi o dia da Independência

Vejo muita gente chateada com o facto de hoje, dia 1 de Dezembro, não ser feriado. Devido a medidas anti-crise, que não sei se trarão alguma mais valia neste caso, o feriado de hoje está suspenso. Nas redes sociais, e até mesmo jornais, vejo imensas pessoas a bradar por o dia da Independência não estar a ser celebrado. O que está de errado nisto? Apenas o facto do 1º de Dezembro nunca ter sido o dia da Independência.

Faz hoje 373 anos que um grupo de nacionalistas portugueses se insurgiu para fazer de Portugal de novo um país independente. E acabar consequentemente com o domínio filipino. Isto foi, e como era chamado o feriado, a Restauração da Independência.

Uma data a ser comemorada, de importância extrema para Portugal como nação. Mais acho que é um dos feriados que o deveria ser. Ao contrário de outros como o 10 de Junho, e quem sabe mesmo o 25 de Abril.

Mas uma coisa triste, e que já referi por diversas vezes, é que o dia da Independência em Portugal não tem feriado a comemorá-lo. Poderia sê-lo o 5 de Outubro (data do Tratado de Zamora em 1143), que até era feriado mas apenas a comemorar uma mudança de regime. Podia ser a 24 de Junho (a comemorar a batalha de S. Mamede em 1128 onde nos torná-mos de facto independentes, se bem que não reconhecidos). Mas a verdade, é que em Portugal se comemoram, ou comemoravam, restaurações, e até mudanças de regime. Comemoram-se datas arbitrárias como dia de Portugal (anteriormente chamado de Dia da Raça).

Agora a data da nossa Independência, essa infelizmente não é comemorada à mais de um século como feriado oficial. E isso sim é uma pena.

McDonald’s Mafra – O que irá acontecer?

Há muitos anos que volta e meia surgem rumores da abertura de um McDonald’s em Mafra. No entanto parece que desta vez vai mesmo acontecer. O que podemos esperar disto?

Bem antes demais, que seja um sucesso. Muita gente gosta. Muita gente odeia. Pouca gente nunca provou. No entanto o McDonald’s provou já inúmeras vezes que ganha as apostas que faz. Muito disto se deve a uma longa tradição em estudos de mercado, e um marketing muito forte e consolidado.

Em Mafra a localização que se fala, perto do Parque Desportivo Eng. Ministro dos Santos, com excelentes acessos, e perto de escolas e parques industriais, parece perfeita para isso.

Questões sobre a taxa de obesidade infantil na bela Vila, parecem-me infundadas. As crianças têm opções tão calóricas como o McDonald’s já disponíveis. E já muitos pais cediam aos desejos das crianças levando-as a McDonald’s situados noutros concelhos. Não será provável que seja por aí que algo de mal ocorra.

No entanto as consequências para a vida económica em Mafra serão reais. Para começar a mais positiva de todas, será a criação de postos de trabalho. Certo que a maioria não serão empregos de sonho e remunerados acima da média, mas serão empregos.

A segunda é para a restauração local. O caso que salta logo à vida será o do Mr. Burger. Essa grande instituição Mafrense terá os seus dias contados para muitos dos que ouvi falar deste assunto.

Não poderia discordar mais no entanto. Numa fase em que os hambúrgueres estão mais na moda que nunca, e em que as receitas alternativas e diferentes são procuradas, uma casa com tradição como o Mr. Burger nada tem a temer, desde que continue igual a si próprio.

Claro que passará a ser a solução mais rápida e fácil para muitos desenrasques. Mais será uma solução procurada para quem vai para a noite da Ericeira, ou dependendo das horas de fecho, para quem volta.

Para mim parece ser algo positivo, a confirmar-se o rumor, apenas tenho um pedido: Façam uma versão em Pão de Mafra com umas rodelas de chouriço Saloio!

 

Que Internet levar de férias? – Análise a Meo, Nos e Vodafone

Aproxima-se o verão, o corpo pede descanso de mais um ano de trabalho, e as pessoas preparam-se para ir para fora cá dentro. Desde o interior em buscas das raízes e da calma, até ao rebuliço das praias algarvias muita gente aproveita o verão para mudar de ares por umas semanas.

Quando se começa a pensar no que levar, e o que vai ser preciso, nota-se que o mundo mudou muito. Há uns anos nem sequer era normal ter Internet em casa, mas hoje em dia uma das coisas que se pensa é de que forma se irá aceder à rede durante as férias.

Para muita gente não será uma prioridade, e passam bem sem este mundo. A outros bastará a Internet que levam consigo no telemóvel. Outros, nos quais eu me incluo, querem poder continuar a falar com a família e amigos, ver uns vídeos e acompanhar o mundo. Nesta altura a pergunta passa a ser: que Internet levarei para as férias?

Que plano de Internet subscrever?

Para uma utilização normal de Internet, ou seja uns vídeos, Facebook quando der a vontade, acesso completo a todos os jornais e revistas, convém ter um acesso sem limite de horas para não se preocuparem muito com isso. Consultando os valores praticados pelas operadoras nacionais, temos estes dados:

Preço Velocidade Limite
Vodafone 4G 15 €20.99 15 Mbps 6 G
Meo REGULAR 4G €19.99 15 Mbps 5 G
Nos 4G 15 €19.99 15 Mbps 5 G

Resolvi filtrar para estes considerando que os limites são aceitáveis, e as velocidades bastante decentes. Existem planos com velocidades e limites superiores, mas com preços mais altos. Tal como existem preços mais baixos, passando no entanto a ter limites mais rígidos, e na sua maioria também horários e não apenas de tráfego.

Se forem ao site de cada operadora no entanto verão que os valores lá apresentados por cada um destes planos é inferior. Tudo por causa dos asteriscos. As operadoras oferecem descontos significativos (e publicitam estes tarifários usando estes valores) mas sempre com períodos de fidelização entre um a dois anos.  Ainda oferecem outros descontos para clientes seus na rede fixa, mas também dependendo de fidelização nestes planos móveis. Ora em ambos os casos, e visto se tratar de uma utilização de férias, é indesejável.

Continuando nos asteriscos teremos outro pormenor, desta feita nos limites. Tanto a Vodafone como a Meo praticam uma política de modulação de dados a partir do limite, mantendo o pacote activo. Ou seja, se passarem dos limites (5 Gb na Meo, 6 Gb na Vodafone) a velocidade do serviço baixa bastante (para 128 Kbps) mas continua activa. Poderão continuar a ver umas páginas na Internet, e até o Facebook, mas começará a ser difícil conseguir ver por exemplo vídeos.  Na Nos por outro lado não vem qualquer tipo de informação sobre este facto, presumindo então que será cortado o serviço. Tendo este dado em conta, sai da opção a Nos ficando apenas as outras duas.

Todos estes planos sugeridos são pós pagos, ou seja ao fim do mês chega a factura e é efectuado o pagamento, mas não implicam períodos de fidelização. Convém saber com a operadora a antecedência que tem de ser dada para o pedido de fim de contrato (usualmente 15 dias). No ano passado cheguei a fazer um destes contratos e na hora entregar também a carta de rescisão do mesmo com a data futura. Se permitido é a melhor opção para não haver esquecimento.

Que equipamento usar para ligar à Internet?

Relevante é também que tipo de equipamento se deve comprar e utilizar para a ligação à rede. A grande questão aqui passa pela quantidade de equipamentos que se pretende ligar à Internet.

Apenas um computador

As duas empresas vendem Pen’s 3G por €29,99. Bastará depois ligar ao computador e poderão navegar livremente. Também fornecem aparelhos para 4G, na casa dos oitenta euros, e a uma velocidade não suportada por estes planos tarifários.

Um ou mais computadores, e ainda tablets e/ou telémoveis

Cada vez é mais comum este cenário, e necessita de uma maior preparação. Aqui existem várias soluções que vão desde uma solução cem por cento trivial, até algumas com um grau de complexidade elevado.

  • Dificuldade baixa: Comprar um dos vários router 3G vendidos pelas operadoras. Custam €39,99 e ficam com um aparelho que lhes servirá na perfeição para esta função.
  • Dificuldade média: Comprar uma pen 3G, como as descritas no ponto sobre apenas um dispositivo de acesso, e um router wifi que possa ligar-se a esta pen. Esta solução apesar de mais dispendiosa permite a reutilização do router para um extensor de alcance na sua rede doméstica o resto do ano, ou para qualquer outra função de partilha de rede.
  • Dificuldade média/elevada: Comprar a pen 3G referida anteriormente, e ligá-la a um PC. Após este passo colocar o PC (através de software) a partilhar a Internet via wifi com os outros dispositivos. De notar que esta solução, que já utilizei várias vezes, pode incorrer nalguns riscos para o PC. Este irá estar sempre ligado, e a pen tende a aquecer. Componentes mais frágeis, como discos rígidos, podem ter alguma tendência a sofrer alguns danos.

A solução criativa e económica

Na realidade existe mais uma opção.  Não é a mais difícil de fazer e até parece a mais económica. Não posso é garantir a sua legalidade, pelas cláusulas contratuais.

Passa por utilizar um telemóvel (ou tablet), Android ou outro smartphone, e colocar-lhe um cartão com o seu tarifário de Internet. Pode fazer isto com aqueles cartões que as operadoras fornecem para colocar nos tablets. Depois colocar-lhe um aditivo de Internet generoso (na Meo por exemplo 5GB de tráfego custam €17,99).

Após este passo, colocar o telemóvel a partilhar a rede como Access Point (AP), fornecendo rede através da sua placa wireless interna. De notar que aquecerá bastante, e graças ao seu consumo exponencial de bateria irá ter de estar sempre ligado ao carregador. O que ainda potenciará mais o aumento de temperatura/riscos para o equipamento. Mas já usei esta solução no passado com bons resultados.

Conclusão

Para o utilizador comum a opção aqui deverá recair entre utilizar uma Pen caso apenas vá usar num computador, ou um router 3G caso cá utilizar em vários dispositivos.

Quanto a planos tarifários por um euro apenas a Vodafone fornece mais 20% de tráfego, o que a faz ser a escolha. No entanto a Meo fornece acesso sem contar para tráfego a algumas aplicações suas, sendo a mais relevante o Meo Music. Se for utilizador aficionado desta aplicação deverá ser a sua escolha.

Tozé (In)Seguro – Um exemplo de (in)coerência

O Partido Socialista, liderado pelo caro Tozé Seguro, foi o partido mais votado nas eleições europeias de passado Domingo. Foi o vencedor,  isso é um facto.

Com isso acha que a margem, nem quatro por cento, com que ganhou ao partido que ocupa o governo, é motivo para este ser retirado do seu lugar por via de eleições antecipadas.

António Costa, membro do seu PS, acha que face a esta magra vitória (quando da última vez em que esteve na oposição o PS teve 44% em europeias) é motivo para esta direcção do partido cair. Dando lugar a eleições antecipadas.

Do alto da sua coerência Tozé Seguro acha que o primeiro é um argumento lógico, mas o segundo não. É grande esta coerência do Tozé.

Museu dos Descobrimentos no Porto faz algum sentido?

Deparei hoje com a noticia que havia sido inaugurado o Museu dos Descobrimentos Portugueses. Pareceu-me algo de salutar, até que de repente vi um pormenor: fica no Porto. E fiquei estarrecido.

Não tenho nada contra o Porto, e penso que até poderá ser dos melhores lugares para um museu sobre o comércio Português, ou mesmo sobre a industria. Mas Descobrimentos? Sinceramente, esse para mim faria sentido primariamente em Lisboa, com alternativa em Lagos.

Claro que era um Museu que fazia falta ao nosso país, visto ser a nossa maior página na historia mundial. Porque esta localização? Até que vi, este Museu foi feito pela Mystic River uma empresa privada chefiada por Mário Ferreira.logo

Assim sendo, acaba por fazer todo o sentido, já que o estado não o fez como competia, a iniciativa privada irá fazer onde achar por bem.

E parece muito bem este museu, feito como parque temático, com várias atracções, algumas delas em tamanho real.

Os meus parabéns à Mystic River pelo seu World of Discoveries, e pena por o estado não ter ainda feito o que devia neste campo.

Uma sujeira criada pelo PS e uma saída limpa

O estado desastroso em que as finanças do país se encontravam com o PS ao leme obrigaram Portugal a pedir ajuda financeira. Não fosse esta ajuda, e não havia dinheiro para pagar aos funcionários públicos dentro de dois meses.

jose_socrates_e_antonio_jose_seguro_zorateO PS assinou um duro acordo com a última instituição que nos aceitou emprestar dinheiro, a Troika, e hoje finalmente, e com muito custo, deixamos de estar dependentes desse acordo. É isso a saída limpa. Não precisamos mais de mais dinheiro da Troika, mas ainda teremos muitos anos para pagar esta sujeira criada pelo PS.

E agora o PS queixa-se de que se está a fazer uma saída limpa. Ou seja queria outra. E se queria outra, significava pedir mais dinheiro emprestado. Mais dinheiro para ter de pagar, e ainda mais anos de austeridade.

E quando se fala de que isto tudo é limpar a sujeira que o PS fez, pessoas ligadas a este partido diz que andar a apontar culpas não é bom para o país. Se calhar apontar mais culpas, e até criminalizar quem fez o país cair quase na bancarrota, é que devia ser feito para isto não acontecer…

Que dispositivo usar para ler? Kindle, Ipad, Android, Kobo?

Com o aumento da leitura em formato digital passa a ser relevante o dispositivo onde se lê. Mas qual a opção a tomar na altura de comprar um destes dispositivos? Qual é a escolha ideal para cada pessoa?

Tradicionalmente começa-se por ler no computador, mas a pouco e pouco revela-se pouco prático. Mesmo um portátil não é assim tão fácil de transportar. E pior do que o transportar é estar com ele numa posição realmente confortável enquanto se lê.

Os meios em que o formato de leitura digital está a ganhar mais aderentes são tablets (Android e iPad) e os leitores dedicados (Kindle, Kobo, etc.).

Vantagens leitor dedicado:

  • Bateria. Uma bateria de um leitor dedicado dura em média um mês. Um tablet quando chega a uma semana é uma vitória.
  • Preço. Um leitor dedicado tende a ter um preço bem mais baixo que um tablet.
  • Leitura no exterior. Consegue ler-se facilmente ao sol. Em tablets apenas os de gama alta o conseguem fazer, e mesmo assim com piores resultados.
  • Cansaço. Como não são retro-iluminados, como os tablets, cansam muito menos a vista. Basicamente são como ler um livro, e não como ler num computador.
  • Concentração. Ao não terem jogos, leitores de emails, e afins, fica-se focado na sua única real função: ler.
  • Peso. Para o mesmo tamanho de ecrã um leitor dedicado é mais leve que um tablet.

Vantagens tablet:

  • Funcionalidades. Além de ler, num tablet pode ir ao seu email, usufruir na totalidade da Internet, trabalhar e até jogar.
  • Cores. Ao contrário dos ecrãs dos leitores dedicados, aqui poderão ter ecrãs a cores de qualidade que vai desde o aceitável, a magnifica (melhores que os próprios computadores.
  • Formatos. Com a facilidade em instalar aplicações de origem variada, poderá ler virtualmente qualquer formato. Nos leitores dedicados poderá conseguir algo semelhante com conversores, mas implicará sempre uma acção de conversão antes de passar para o dispositivo.

Conclusão

Se gosta de ler bastante, sem cansar a vista, e de poder levar o seu dispositivo para a esplanada ou praia, o leitor dedicado é a compra a fazer. Também poderá ser a opção em orçamentos limitados, visto ser mais barato.

Por outro lado se quer ler apenas de vez em quando, e não no exterior, e ter um aparelho multi facetado, um tablet é a opção a tomar. De notar que os tablets mais baratos (preço abaixo de 100€ +-) tendem a ser um péssimo investimento. A qualidade na sua maioria deixa muito a desejar, e acaba por ser dinheiro deitado ao lixo.

Se for alguém que goste de todas as vertentes, e desde que tenha orçamento para isso, considere em fazer a compra de ambos… Não são dispositivos mutuamente exclusivos, e podem até ser complementares.