Ao descer hoje a Alameda D. Afonso Henriques, deparo-me com dois cartazes. Um do candidato do Bloco de esquerda, a dizer que o Zé faz falta (dá vontade de perguntar a quem, mas isso fica para outro texto), e um da candidata “independente” Helena Roseta. Qual o meu espanto quando reparo que colado no cartaz da senhora se encontrava um enorme papel amarelo, a perguntas quanto tinha custado o cartaz.

 

Pergunta legítima, e penso que a resposta será encontrada no fim da campanha, quando as contas forem apresentadas. Agora o ridículo para mim é o “post-it”, colocado por cima. Porque razão se faz anti política nos cartazes dos outros? Pior, porque neste caso não são apenas uns riscos por cima de algo, mas sim um papel impresso em grande formato, denotando preparação prévia. Porque não perguntar quanto custou esse papel? É que a candidata “independente” tem apoios legais para tal acção, que fez este trabalho anónimo não sei.

Mas a parte estúpida é ainda outra. Se queriam arranjar maneira de questionar a independência real da campanha de Helena Roseta, porque não o fazer com questões interessantes e inteligentes? Uma muito simples seria “Quem contribuiu com os fundos para pagar este cartaz?“.

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