Greve ou dia de compras?

Mais uma vez a admnistração pública entra em greve para defender o que acham justo. Ou melhor para fazer a greve anual por protesto dos aumentos propostos. Sim, porque actualmente já se tornou em apenas mais um ritual que antes do natal, muitas vezes repetido na época de saldos de Janeiro, se faça a greve dos aumentos salariais. Sim, uma greve sobre os seus novos vencimentos do grupo de pessoas que mais negoceia com a sua entidade patronal. No sector privado este tipo de previlégio é muito mais raro e limitado, mas como aí fazer greve não é tirar um dia de folga (pagando-o no entanto), isso não acontece.

E mais uma vez temos uma greve com uma coimcidencia bem gira. Estranhamente calhou numa sexta-feira, se bem que se fosse numa segunda não estranharia, em periodo alto de compras natalícias, e logo após a recepção do tão aguardado subsídio de Natal. Que sorte a coincidência de ter calhado neste dia. E claro, como está frio os trabalhadores não conseguiram fazer a greve à porta do seu local de trabalho, como uma greve deveria ser feita.

Só tenho pena de hoje não ter tempo livre para ir ao centro comercial Colombo, ou outra grande superfície munida de um Toys’r’us e/ou FNAC, senão ilustrava este texto com uma foto, pois aposto que vão estar nesses sítios mais funcionários públicos que em qualquer manifestação.

E e governo sai prejúdicado com isto? Dúvido sequer que se rale, de tão vulgar e corriqueiro que se tornou este tipo de evento. Agora o aluno que precisava das aulas e do almoço na cantina, o contribuinte que precisava de ir a uma repartição de finanças, o doente que tinha consulta marcada à um ano… e tantos outros. Esses sim perdem algo, mas não têm nada a ver com os motivos da greve.

É por estas e por outras que os funcionários públicos, não obstante de haver muitos bons profissionais entre eles, têm a reputação que têm em Portugal.