“The best rock and roll band left on the planet.” -Sammy Hagar, vocalista dos Van Halen

Depois do concerto dos Metallica, no Super Bock Super Rock, tive uma súbita vontade de voltar mais ao ambiente rico em guitarra que cresci a ouvir. Bandas como AC/DC, Metallica, Megadeth, Anthrax, Stone Temple Pilots, e claro Guns’n’Roses voltaram a ser a minha companhia, depois de alguns anos ligado a power/epic/afins metal. E posso dizer que me reencontrei musicalmente.

A zona que vai desde o hard rock até ao thrash metal é sem dúvida o meu lar musical. Mas em parte achei-o velho e vazio de novidades.
Muitas bandas extintas, outras que mais valiam estar extintas, outras a experimentar outros géneros, mas coisas novas nesta linha, com ideias e qualidade, não conhecia nada. E foi neste clima que meio do nada oiço uma noticia que uns tais de Velvet Revolver, citados como Hard-Rock, iam lançar o segundo álbum, e em anexo à noticia vinha um comentário do seu guitarrista, Slash. Mal li quem era o guitarrista, nada mais nada mesmo que o guitarra solo da época de ouro dos Guns, fui em busca de mais informação.

A banda é formada não por um, mas por três membros da época de ouro dos Guns, guitarra solo, baixo e bateria, e para melhorar ainda mais o cenário, o vocalista é o Scott Weiland, ex-voz dos Stone Temple Pilots. Logo tratei de arranjar o album, se bem que com muito medo que fosse algo típico de uma junção de reformados dos 80/90’s só para fazer dinheiro.

Felizmente estava enganado, e Libertad é para mim o melhor álbum de 2007, que é juntamente com o outro álbum da banda, Contraband de 2003, uma lufada de ar fresco no Hard-Rock. E conseguíram evitar o risco de colagem ao passado. A sonoridade não é a de Guns, nem a de STP, nem uma mistura rasca de ambas, é mesmo algo novo, é Velvet Revolver!

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