Piquetes de Greve – O expoente máximo da anti-democracia

Existem muitas coisas que me chateiam, atrevo-me a dizer centenas delas. Mais, posso dizer que sou picuinhas, e algumas vezes se calhar sem sequer ter razão para isso, mas em alguns casos, estou plenamente convencido da racionalidade do meu desagrado. Um dos casos em que acho que isso é mais evidente, são os piquetes de greve.

O que é um piquete de greve, para que serve e quais as suas origens?

Originalmente os piquetes de greve foram criados como comissões de grevistas que ficavam às portas da empresa, em greve, e também informar os restantes trabalhadores. Mais tarde, foram promovidos todos os grevistas ao piquete, já que no exercício do seu direito à greve o trabalhador deverá manter-se junto ao local de trabalho, ou à entradas das suas instalações. Sim, eu sei que isto pode surpreender muita gente, mas greve não é dia de férias não pagas, em que se vai para o centro comercial, ou para a praia se for verão. Pode parecer estranho, mas é assim a regulação da greve. Bem sei que isso estraga tudo a nível de lazer, mas pronto.

Mas isto eram as origens, hoje em dia é bem diferente. Hoje em dia o piquete greve é um grupo de pessoas, normalmente ligadas ao Partido Comunista ou Bloco de Esquerda, e que apenas tem como profissão ser sindicalista, que vai para a porta das empresas durante as greves, impedir que as pessoas que querem trabalhar o façam. Seja qual for a forma de coação usada, sendo que normalmente, e felizmente, é apenas verbal, tentam dissuadir quem não está disponível para a greve, ou até discorda dela (sim senhores do PCP, há pessoas que discordam das greves que vocês convocam), a aderir à mesma.

Acham que isto é liberdade? Acham que isto é democracia? Segundo os parâmetros do deputado Bernardino Soares, o mesmo do “Tenho dúvidas que a Coreia do Norte não seja uma democracia”, é bem capaz de ser… Mas isto é bem normal num partido em que o PCP se diz o partido do povo, e em trinta e seis anos de democracia nunca teve o povo a votar em si ao ponto de o levar ao governo.

Viva a liberdade e a democracia, mas toda e qualquer forma de coação da mesma, mesmo quando mascarada de luta dos operários, deve ser fortemente castigada. Isto sem nunca por em causa o direito que todos temos à greve e ao protesto.

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