No passado fim de semana tive de deslocar-me a uma Worten para ser ressarcido de um leitor de DVD que tinha ido para a garantia. Tinham-me previamente informado telefonicamente que o aparelho não tinha reparação, e que me deveria deslocar a loja para receber um vale com o valor que tinha custado.

Ou seja tudo muito correcto e desinteressante, fora o ponto da senhora que estava ao meu lado enquanto eu me preparava para levantar o vale.

A senhora estava a tentar devolver um aquecedor, que já tinha há mais de um ano (ou seja dentro da garantia mas fora do período de 15 dias em que se pode pedir a devolução do dinheiro ou troca imediata) porque ele tinha deixado de funcionar.  A empregada, sempre numa atitude profissional, informou a cliente que como estava na garantia o aparelho seria enviado para reparação, com um prazo máximo de trinta dias, e que expirado esse período em caso de não haver arranjo, lhe seria entregue um vale com o valor do aparelho.

Após isto foi o drama, o horror, a tragédia. A senhora, que não tinha mais de trinta anos, começa logo a referir que comprou o aquecedor o ano passado porque tinha frio. E que este fim de semana o frio era muito forte, e que, imagine-se, sem o mesmo poderia mesmo correr risco de vida. Por culpa deste risco mortal exigia portanto que lhe fosse trocado na hora, ou pelo menos reparado durante essa tarde.

Tudo isto durou mais de dez minutos, e correctamente pude verificar que realmente o frio era muito e que realmente a senhora tinha um problema de aquecimento. Mas como os carros antigos tinham, que quando estava frio o motor não arrancava. E no caso desta senhora o motor… era o cérebro.

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