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whitney-houston-drugsEm menos de um ano duas senhoras, Amy Whinehouse, Whitney House, com grande poderio vocal morreram derivado ao uso abusivo de substâncias ilícitas. É uma pena para o mundo da música, mas mais que tudo é uma pena pois é a perda de vidas de uma forma parva e desnecessária.

O que me choca é primariamente a quantidade de comentários nos media, e agora também na Internet por esses Blogs e Facebook’s fora, a chorar estas mortes e quão injusta a vida é. Mais que me chocar, enoja-me, porque para o bem ou para o mal estas pessoas tinham um futuro à frente, tinham dinheiro para se conseguirem internar em todas as clínicas de recuperação do mundo, mas continuaram a insistir no vício que deviam saber que as condenava à morte a curto prazo. E custa-me mais aceitar isto num mundo realmente injusto em milhões de pessoas lutam contra doenças cruéis, com o maior exemplo no cancro, com tudo o que têm e não têm, e mesmo assim muitas vezes acabam por sucumbir. Esses milhões lutam até ao fim das suas forças, e outros simplesmente resolvem drogar-se até à morte, sendo que ainda por cima parece chic.

No caso da Amy lembro-me de inúmeros comentadores da praça a dizerem que ela viveu a vida ao limite, e que só por isso é que conseguiu chegar onde chegou musicalmente. Que teve uma vida mais forte e luminosa que o resto das pessoas, porque não se conteve em nada. Comentários como este revoltam-me, pois fazem parecer que ela tornou-se uma boa executante musical derivado ao que consumia, o que é claramente mentira. A carreira dela vinha a decair a passos largos, como o seu consumo de substâncias ilícitas, tendo chegado ao ponto ridículo de apenas um em cada três concertos ser realmente um concerto, os outros não passavam de um insulto a quem pagou bilhete.

Agora com a morte de Whitney vêm Tom Jones e Pedro Abrunhosa referir que coitadinha dela, o mal é da sociedade. Mais, que a o grande problema dela é que as drogas não são livres, e que se as drogas fossem livres, nada disto teria acontecido. Será que esta gente não percebe, ou tomou coisas que não os façam perceber, que tornar drogas legais não faz com que menos gente se drogue? Pode fazer com que menos gente tenha problema sociais associados à droga, como a vida nas ruas, a criminalidade associada e afins, mas não o consumo. Pior, o tipo de droga que esta senhora consumia não era considerada droga leve, as tais que são legais na Holanda e que alguns estudos até apontam que possam ser legalizadas com efeitos positivos.

Será que em vez de focar a morte da pessoa como um azar da vida, e da maldade do sistema, não se devia aproveitar para o inverso? Porque não focar que eram pessoas cheias de talento, sucesso e dinheiro, que por se terem metido no mundo da droga perderam tudo, inclusive a vida. Poderia ser um sinal de aviso que mostrasse aos seus milhões de fãs o mal que a droga faz, em vez de desculpabilizar e até louvar a mesma…

Nota: causa da morte confirmada como sendo a do abuso de droga e álcool.

2 COMENTÁRIOS

  1. Acho que estás a confundir duas coisas. Uma é a relevância e o impacto das pessoas no mundo da música. E é isso que se chora. O seu talento. Outra são os problemas com a droga que esses artistas tiveram (e tantos outros, como Jim Morrison, Jimi Hendrix ou Janis Joplin) e que os levaram à morte demasiado cedo.
    Ninguém celebra isso. Pelo contrário, costuma condenar-se.

    Mas será que o facto destes artistas usarem e abusarem de drogas os torna imediatamente como pessoas horríveis? Porque é que se fala só dos que morreram? Que eu saiba os Beatles e os Rolling Stones sempre abusaram das drogas e ninguém disse nada. Até há quem defenda que as drogas inspiraram muita música (e até certo ponto concordo).

    É a tendência de demonizar antes de perceber.

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