Polly, a nossa companhia canica
Polly, a nossa companhia canina

Vivemos uma altura de crise. Por muito que esta frase seja um chavão, não deixa de ser uma das mais tristes realidades, e temos de saber viver com ela. Numa altura de crise no entanto podemos tentar apenas olhar para os rendimentos que temos, e sobreviver com eles, ou tentar transformar alguns neles em retorno. E uma boa oportunidade de negócio nesta fase é um Cão.

Como em todos os investimentos, antes de olhar para o retorno temos de observar com atenção os custos.

Primeiro que tudo existe o custo de aquisição. Aqui um cão é barato, visto poder ser até gratuito, visto que o que não falta é pessoas a tentarem doar animais para adopção, e canis a precisar do mesmo. Claro que este é apenas o primeiro, visto também terem de ter as instalações para o mesmo animal. Deve ser adequado ao espaço para o animal, o tamanho do mesmo. Cães de tamanho muito grande em apartamentos pequenos é um péssimo investimento. Tanto para os seus objectos pessoais, como para o animal em si.

Depois vêm as despesas de legalização, chip, vacinas e todos estes tramites. Não podem nem devem ser ignorados, pois são custos iniciais e devem ser cumpridos por diversos motivos.

E claro, existem as despesas regulares. Um cão precisa de ser alimentado, e isso custa dinheiro. Mais uma vez o tamanho do animal implica também a quantidade de comida que ele ingere. Se a vossa disponibilidade financeira para manter um animal não é a mais prospera, será melhor investimento um animal de dimensão mais pequena. Isto na parte financeira, visto ser necessário também investimento de tempo. Um animal precisa de passeio, actividade física e algum treino. O cão não nasce ensinado, e vai fazer asneiras, e coisas que você não quer obviamente até aprender.

Mas como em qualquer investimento existe a parte do retorno. E esta é onde os custos parecem mesmo muito baixos em comparação com os ganhos. Um cão é um animal sociável, que dá carinho sem pedir nada em troca, fica feliz cada vez que recebe algo, e está sempre pronto a tentar mimar de volta quem lhe quer bem.

Será isso suficiente em tempo de crise? Se analisarmos bem trocamos dinheiro, que em alturas de crise é indispensável, por algo que não trás retorno financeiro. Para mim claramente que é um enorme retorno, visto ser alguém que se junta à família, e que sabemos que estará lá nos bons e nos maus momentos. Não quer saber quanto a pessoa ganha nem os bens que a pessoa possuí. Quando se chega do trabalho chateado, pesado e cansado, um abanar de cauda efusivo por nos ver faz repensar o quão as pequenas coisas da vida são simplesmente maravilhosas. São momentos destes que muitas vezes nos ajudam a enfrentar os abismos do dia a dia com melhor animo, e sempre com os pés assentes no chão.

Por tudo isto não tenho dúvidas, mesmo em tempos de crise, um cão é um excelente investimento. Mas mais que um investimento é um amigo e um membro da família.

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