Muita gente fala que o poder local pode e muito ajudar o país. Muita gente chorou com a fusão de umas quantas freguesias, mas se calhar não olhámos bem o suficiente para o quão estas podem ajudar o país.

Depois do chumbo das medidas do Orçamento de Estado, poderíamos voltar a olhar para elas, e se calhar encontrar a solução para parte desta crise. E como? Extinguindo as freguesias como entidades políticas independentes.
A proposta: acabar com vereadores e presidentes da junta, mantendo a assembleia de freguesia como órgão consultivo da câmara municipal.

Na realidade todas as funções de apoio à população local seriam mantidas, e a opinião democrática dos munícipes continuaria a escalar via assembleia de freguesia.
A pergunta chave? E quanto se ganharia com esta medida? Ora, Portugal tem 4026 freguesias, e o ordenado mensal do presidente da junta, dependendo da população, oscila entre um mínimo de 1.220,85 € a 1.907,58 €. Caso seja parcial recebe metade deste valor.

Indo para o mínimo dos mínimos, e contando que todos os presidentes da junta exerçam o cargo a tempo parcial, teremos uma poupança de 34.405.938,34 €! Líquida. Fora menos custos com secretárias, carros, e outros serviços.
Tendo em conta que a maioria dos presidentes é a tempo inteiro, e que usei para o cálculo os valores mínimos sempre, este valor facilmente é superior a 50 milhões de euros/ano!

Claro que nunca será feito nada neste campo, pois as juntas de freguesias, enquanto órgãos políticos, são sítios onde os partidos metem os amigos a ganhar uns trocos, de forma extremamente bem paga, a tomar opções políticas que poderiam ser feitas pelos outros serviços já existentes.
Existem muitas coisas onde cortar, e esta claramente seria uma que seria cortada antes de cortar na saúde ou educação. Mas nenhum partido aceitaria reduzir a sua base de apoio, ou os “tachinhos” que dão aos seus militantes de carreira. É pena…

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