Uma greve que não prejudica quem não deve

imagesCorria o mês de Junho de 2011 e estava eu muito feliz de lua de mel, acabado de casar, a descobrir uma cidade que aprendi a amar Florença.

Como turista que gosto de ser, aproveitei, juntamente com a minha mulher, para apanhar um autocarro para ver a parte central da cidade. Qual o meu espanto quando vou a tentar pagar os bilhetes, já dentro do autocarro, o motorista me rejeita o pagamento, e depois de alguma confusão derivado à diferença linguística, me aponta para um cartaz que tinha colocado ao seu lado: estava de greve! Ou seja na greve, continuava a trabalhar para cumprir o seu dever para com quem precisa do seu serviço, mas sem recolher o dinheiro para o seu empregador.

Qual o conceito que este trabalhador, e as suas organizações sindicais, aplicam à greve? Colocar alguma pressão sobre quem lhes paga os ordenados, e lhes dita as regras, mas sem atingir quem usufruiu do seu trabalho.

Parece-me bem melhor, do que causar danos colaterais, em toda a gente que precisa de si, sem realmente fazer qualquer mossa contra quem deveriam lutar…

Mas ficar a descansar é tão melhor. Ou então deve ser mais fácil apenas atingir os mais fracos. Mas fica apenas esta nota sobre o mundo para pensar.