Camarate: O que quer a RTP esconder?

Atentado Camarate

Em Camarate, faz este Dezembro 34 anos, morreu um Primeiro Ministro de Portugal, tal como outras figuras de estado. Todo este tempo passado, e continua a haver mais dúvidas do que certezas. E a RTP parece preferir que assim fique.

Na semana passada esta estação de televisão submeteu um recurso ao Supremo Tribunal de Justiça para não ter de enviar as imagens que recolheu em bruto a uma comissão de inquérito. Esta estação que foi a única que cobriu todo o caso, acidente ou atentado, desde o seu inicio.

Choca-me esta recusa em entregar as imagens em bruto sobre Camarate.  Uma comissão no passado teve acesso às mesmas, ou pelo menos parte delas. Podem ser importantes para descobrir o que realmente se passou ali. Foi um evento que vitimou entre outros Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. Ou seja um chefe de governo e um ministro da defesa. Tudo aquilo que possa ajudar a trazer alguma luz sobre este caso deveria ser feito.

As perguntas…

Será que a suposta liberdade jornalística deve opor-se à justiça e à descoberta sobre este trágico evento? A quem interessará esta negação de entrega das imagens? E o que conterão as mesmas?

Grandes Frases XVI – Francisco Sá Carneiro

Sá Carneiro e Snu Abecasis

“Não há futuro económico e social possível quando o problema principal não é o excesso de consumo privado, com o que nos querem convencer, mas o excesso de consumo público, a monstruosidade das despesas públicas.”

Francisco Sá Carneiro

Mais liberdade para se ser não fumador

Houve uma medida do governo de José Sócrates que foi realmente boa. Maior liberdade de escolha em ser ou não fumador.

Passaram seis anos com esta lei em vigor. Muita gente fez orelhas moucas. A fiscalização poderia ter sido mais forte. Mas na verdade esta lei vigora. Fazendo o balanço deste tempo o governo apresentou uma proposta de melhoramento da mesma. Esta proposta de alteração vem dar mais liberdade ao não fumador. Algo louvável a meu ver.

Sei que muitos fumadores consideram um atentado à sua liberdade. Para eles fumar onde quiserem é o correcto. Esquecem-se de um pequeno facto. Um não fumador, ao não fumar, não está a intoxicar ninguém. Fumadores ao fumarem estão efectivamente a forçar o próximo a fazê-lo.

Não quero ser fundamentalista. Na rua o sistema de extracção de fumo do planeta terra funciona lindamente. Como tal deve ser permitido fumar na rua. E isto incluí obviamente as esplanadas.

Na casa de cada um, a opção é do proprietário. Esta parte é óbvia também.

Nos espaços interiores a extracção funciona mal. Mesmo com os sistemas de extracção actuais. E considerar que funcionam mal é ser brando.

O que é comum em todos os bares onde é permitido fumar? Todos tresandam! Em restaurantes o caso é apenas ligeiramente melhor. Ainda assim bem longe do aceitável.

Os espaços para fumadores dos centros comerciais? Mais um foco de fumo. E para piorar ainda espalham fumo pelas zonas adjacentes.

Os riscos para a saúde de fumadores e não fumadores são evidentes.

A actual legislação permite que se fume em espaços interiores. Mas levanta logo a ressalva: estes terão de estar munidos de sistemas eficazes de extracção de fumo de tabaco eficazes. O problema está aí. Seis anos desta lei vieram provar que os sistemas não funcionam.

Foi bom ter-se tentado o caminho intermédio. O que mostra este caminho intermédio? Que não é suficiente.  Como ajudar a saúde pública? Como zelar pela liberdade de não ser fumador?

Fumar em espaços públicos fechados deve ser proibido.

Claro que isto é uma proposta de alteração à lei. Quem se oporá? O lobby das tabaqueiras é óbvio. Muitos fumadores egocêntricos também. Alguns estabelecimentos nocturnos também. Tal como os Casinos. Esperemos que não consigam travar a lei. Mas nunca fiando…

Sushi Fashion Riviera – Carcavelos – Valerá a pena?

Situado no Centro Comercial anexo ao Hotel Riviera em Carcavelos, situa-se o Sushi Fashion Riviera. Numa recente noite de sexta feira, com vontade de comer um Sushi de boa qualidade, mas sem ter de ir até Lisboa, resolvemos voltar a este espaço, onde já não íamos há quase um ano.

Ficou sempre na lista dos sítios a voltar, por causa da boa qualidade que nos lembrávamos, mas o preço não era dos mais simpáticos. No entanto vi-mos na página do Facebook do mesmo que já dispunham de Menus “All you can eat”, e assim se tomou a opção de lá ir.

Chegados ao restaurante um simpático funcionário logo nos indicou a mesa, e passados cinco minutos perguntou-nos o que seria. Escolhida a opção menu, com preço fixo de 20€/pessoa excluindo a bebida, fomos informados que além do Sushi à descrição, também teríamos acesso a uma variedade de grelhados em chapa.

O sushi, e sashimi, seria então trazido em pratos escolhidos pelo Chef, sem intervenção da nossa parte, até nos sentir-mos saciados. Quanto à parte de chapa, existia uma mesa com vários produtos por cozinhar (frango, vaca, cogumelos, camarão, courgette, etc….) e deveríamos fazer o nosso prato, e entregar para ser grelhado.

Fizemos o nosso prato de grelhados, e praticamente nesse mesmo momento foi-nos trazido as bebidas escolhidas, juntamente com uns palitos de cenoura acompanhados de um molho para aperitivo.

O prato que tínhamos pedidos na chapa surgiu em poucos minutos já cozinhado à nossa frente, e cozinhado com boa qualidade. No entanto o sushi, que tinha sido o motivo da nossa visita, demorou meia hora até dar o ar da sua graça.

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E a sua graça era boa! Todo o sushi que veio era de elevada qualidade, destacando pessoalmente os Nigiris com dose generosa de bom salmão, e um sashimi de salmão, com um ligeiro toque braseado. Tão irrepreensível era o Sushi, que foi devorado rapidamente e fez a espera de meia hora passar deixar de ser relevante. Ou pelo menos parecia…

Após terminado este primeiro prato, ou cinco minutos depois disso, chegou-nos ao pé uma funcionária a perguntar se tudo estava bom, e se queríamos algo mais. Após uma pequena confusão sobre o que estaria ou não incluído, por falta de experiência da funcionária, veio outra pessoa que prontamente nos disse que viria então mais um prato. Pedimos para não ser muito grande, para controlar melhor as doses, e poder parar mais facilmente.

E mais meia hora se esperou até novo prato, com sushi maioritariamente frito, de elevada qualidade mais uma vez, mas que chegou já demasiado tarde. Esperar meia hora, comer, voltar a esperar meia hora, pelo menos a mim corta-me um pouco o apetite. Até pode ajudar na dieta, mas foi um pouco decepcionante e acabou por piorar a experiência no seu todo.

Possivelmente este atraso também se poderá dever ao Chef/Sushiman estar também a fazer comida para for a no mesmo período. Mas isso não servirá como desculpa, visto num espaço destes, e com preços já acima da média, deveria haver staff suficiente para cumprir ambas as funções do restaurante.

Pedimos então os cafés a conta, ignorando as sobremesas por causa de toda a demora, e os café estavam bons, e tirados a tempo. Quanto à conta… Estava lá tudo o que tinhamos pedido e consumido, mas também as cenouras que não tínhamos pedido.

Estes truques, especialmente no de preço fixo, caem-me extremamente mal. Desta feita não reclamei, apesar de pela lei tudo o que for colocado na mesa sem ter sido pedido não poder ser cobrado, e a conta foi paga.

Veredito Final

Entre o episódio das cenouras, e a demora entre os pratos, fica um pouco abalada a boa experiência de um sítio em que o Sushi é realmente de qualidade, e a um preço justo. Justo, se não perderem a fome com as cenouras pagas à parte, ou com o enorme tempo de espera entre pratos de sushi.

Outro ponto negativo é o espaço. A decoração é bastante agradável, mas a iluminação é demasiado fraca, ao ponto de prejudicar a refeição. Para isto acresce uma das paredes/porta ser vidrada, e virada para um espaço do centro comercial com muita iluminação, o que aumenta o efeito da fraca luz.

Quanto à pergunta da praxe: Valerá a pena? Se não se tiver grande fome, sim. Se não gostarem de esperar, não.

Grandes Frases XV – P.J. Proudhon

P.J. PROUDHON

Ironia, verdadeira liberdade! És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos, da veneração da rotina, do pedantismo das sciencias, da admiração das grandes personagens, das mystificações da politica, do fanatismo dos reformadores, da superstição d’este grande universo, e da adoração de mim mesmo.

P.J. Proudhon

A ortografia usada segue as normas pré-reforma republicana, visto ter usado uma tradução de Eça de Queiroz nas Farpas.

Pai da Blogosfera 2014 – Pais de Quatro

Hoje é dia do Pai, e como tal um bom dia para falar de um Pai que para mim é o melhor Pai da blogosfera nesta momento.  

João Miguel Tavares, conhecido jornalista e comentador, em conjunto com a sua mulher Teresa Mendonça, criou o Blog Pais de Quatro em Setembro de 2012 e desde aí que sigo as lides desta família.  

Uma família dinâmica, divertida, jovem e  grande. Sim nos tempos em que os filhos únicos abundam (e muito mal fazem…) ter quatro filhos, e mais que isso criá-los, é realmente uma tarefa para uma grande família.  

Tanto ele como a sua esposa Teresa falam de vários assuntos da vida quotidiana do casal, e da família, e até se queixam um do outro, em apontamentos sempre divertidos e carregados de humor, mas também de muito carinho.  

 Mas o que me faz olhar para ele como um grande Pai, e um grande Pai nos dias que correm, é que não é apenas um Pai. Vivemos num mundo muito dual, e acabo por ver demasiados pais que são pais a cem por cento, dedicando todo o tempo da sua vida aos filhos, passando a viver em exclusividade através deles. Temos depois os outros, que acham que colocando dinheiro suficiente à disposição dos filhos, seja directamente seja em colégios de topo e prendas perfeitas, se tornam automaticamente bons pais, estando a parte humana automaticamente compensada.  

Depois como sabe ser um Pai babado, sem o ser. Em vez de andar constantemente a elogiar o que os filhos fazem, e a meter fotos com legendas “o bebé mais bonito” do mundo, mostra cenas e atitudes do quotidiano que nos fazem pensar, e acreditar que realmente está a fazer o melhor por formar excelentes seres humanos. Os textos em que ele revela um enorme carinho pela forma como um dos seus filhos, o Tomás, está a tornar-se uma pessoa realmente boa, mas ao mesmo tempo revela uma preocupação sobre o que o mundo lhe pode fazer, são uma delicia de ler.  

E mesmo com tudo isto não deixa de mostrar que apesar de ser um Pai a sério por vezes precisa de tempos para ele, para as suas coisas e para a sua vida. E em qualquer uma das facetas revela uma liberdade e uma independência de pensamento que me agrada sobejamente.

Um bom exemplo, um excelente escritor, e sem dúvida uma das minhas leituras obrigatórias da blogosfera.

Podem segui-lo em http://paisdequatro.blogs.sapo.pt/ entre outros sítios (http://joaomigueltavares.blogs.sapo.pt/ e o Público, e ver até no Governo Sombra) onde está não como Pai, pelo menos não tanto a tempo inteiro.

Turista indignado por existirem outros – Coisas que me irritam I

Uma pessoa tem umas férias, gosta de história, de ver outras culturas, ou passear, e decide viajar para uma qualquer cidade estrangeira.

Mas como o tempo e o dinheiro não são ilimitados, para quase ninguém, essa pessoa perde tempo a analisar qual será a sua cidade ideal a visitar desta vez.

Quando finalmente decide passa das palavras aos actos e reserva a viagem. Perde horas a fio a pesquisar sobre as melhores coisas que pode ver na cidade que escolheu.

Mas quando chega à sua tão estudada cidade, e aos sítios que tão arduamente descobriu, depara que estão cheios de turistas.

O que faz o nosso indignado turista? Vai para as redes sociais, quiçá para o seu blog caso o tenha, reclamar da vida, pois os sítios estavam cheios de turistas!

Praga de turistas! O que fará estas pessoas a irem encher o sitio que o nosso turista descobriu, e que pelos vistos pensava mais ninguém poderia descobrir…

Citações dignas de Menção I

«Podia-se pôr na lei que um candidato a Presidente da República, ou a Presidente de Câmara, ou a um cargo público importante tivesse de fazer testes médicos e psicotécnicos antes de ser candidato. Estou convencido que tivemos governantes em Portugal que teriam chumbado nos testes psicotécnicos, alguns bem recentes. Fazer testes de cultura geral também é muito importante. Criou-se em Portugal clubes políticos, no qual não é muito fácil ser-se sócio, é muito difícil subir lá dentro, e só aquela elite que lá está é que escolhe os candidatos. E, aí, cria-se a distorção do que é realmente a democracia».

D. Duarte de Bragança