McDonald’s Mafra – O que irá acontecer?

Há muitos anos que volta e meia surgem rumores da abertura de um McDonald’s em Mafra. No entanto parece que desta vez vai mesmo acontecer. O que podemos esperar disto?

Bem antes demais, que seja um sucesso. Muita gente gosta. Muita gente odeia. Pouca gente nunca provou. No entanto o McDonald’s provou já inúmeras vezes que ganha as apostas que faz. Muito disto se deve a uma longa tradição em estudos de mercado, e um marketing muito forte e consolidado.

Em Mafra a localização que se fala, perto do Parque Desportivo Eng. Ministro dos Santos, com excelentes acessos, e perto de escolas e parques industriais, parece perfeita para isso.

Questões sobre a taxa de obesidade infantil na bela Vila, parecem-me infundadas. As crianças têm opções tão calóricas como o McDonald’s já disponíveis. E já muitos pais cediam aos desejos das crianças levando-as a McDonald’s situados noutros concelhos. Não será provável que seja por aí que algo de mal ocorra.

No entanto as consequências para a vida económica em Mafra serão reais. Para começar a mais positiva de todas, será a criação de postos de trabalho. Certo que a maioria não serão empregos de sonho e remunerados acima da média, mas serão empregos.

A segunda é para a restauração local. O caso que salta logo à vida será o do Mr. Burger. Essa grande instituição Mafrense terá os seus dias contados para muitos dos que ouvi falar deste assunto.

Não poderia discordar mais no entanto. Numa fase em que os hambúrgueres estão mais na moda que nunca, e em que as receitas alternativas e diferentes são procuradas, uma casa com tradição como o Mr. Burger nada tem a temer, desde que continue igual a si próprio.

Claro que passará a ser a solução mais rápida e fácil para muitos desenrasques. Mais será uma solução procurada para quem vai para a noite da Ericeira, ou dependendo das horas de fecho, para quem volta.

Para mim parece ser algo positivo, a confirmar-se o rumor, apenas tenho um pedido: Façam uma versão em Pão de Mafra com umas rodelas de chouriço Saloio!

 

Que Internet levar de férias? – Análise a Meo, Nos e Vodafone

Aproxima-se o verão, o corpo pede descanso de mais um ano de trabalho, e as pessoas preparam-se para ir para fora cá dentro. Desde o interior em buscas das raízes e da calma, até ao rebuliço das praias algarvias muita gente aproveita o verão para mudar de ares por umas semanas.

Quando se começa a pensar no que levar, e o que vai ser preciso, nota-se que o mundo mudou muito. Há uns anos nem sequer era normal ter Internet em casa, mas hoje em dia uma das coisas que se pensa é de que forma se irá aceder à rede durante as férias.

Para muita gente não será uma prioridade, e passam bem sem este mundo. A outros bastará a Internet que levam consigo no telemóvel. Outros, nos quais eu me incluo, querem poder continuar a falar com a família e amigos, ver uns vídeos e acompanhar o mundo. Nesta altura a pergunta passa a ser: que Internet levarei para as férias?

Que plano de Internet subscrever?

Para uma utilização normal de Internet, ou seja uns vídeos, Facebook quando der a vontade, acesso completo a todos os jornais e revistas, convém ter um acesso sem limite de horas para não se preocuparem muito com isso. Consultando os valores praticados pelas operadoras nacionais, temos estes dados:

Preço Velocidade Limite
Vodafone 4G 15 €20.99 15 Mbps 6 G
Meo REGULAR 4G €19.99 15 Mbps 5 G
Nos 4G 15 €19.99 15 Mbps 5 G

Resolvi filtrar para estes considerando que os limites são aceitáveis, e as velocidades bastante decentes. Existem planos com velocidades e limites superiores, mas com preços mais altos. Tal como existem preços mais baixos, passando no entanto a ter limites mais rígidos, e na sua maioria também horários e não apenas de tráfego.

Se forem ao site de cada operadora no entanto verão que os valores lá apresentados por cada um destes planos é inferior. Tudo por causa dos asteriscos. As operadoras oferecem descontos significativos (e publicitam estes tarifários usando estes valores) mas sempre com períodos de fidelização entre um a dois anos.  Ainda oferecem outros descontos para clientes seus na rede fixa, mas também dependendo de fidelização nestes planos móveis. Ora em ambos os casos, e visto se tratar de uma utilização de férias, é indesejável.

Continuando nos asteriscos teremos outro pormenor, desta feita nos limites. Tanto a Vodafone como a Meo praticam uma política de modulação de dados a partir do limite, mantendo o pacote activo. Ou seja, se passarem dos limites (5 Gb na Meo, 6 Gb na Vodafone) a velocidade do serviço baixa bastante (para 128 Kbps) mas continua activa. Poderão continuar a ver umas páginas na Internet, e até o Facebook, mas começará a ser difícil conseguir ver por exemplo vídeos.  Na Nos por outro lado não vem qualquer tipo de informação sobre este facto, presumindo então que será cortado o serviço. Tendo este dado em conta, sai da opção a Nos ficando apenas as outras duas.

Todos estes planos sugeridos são pós pagos, ou seja ao fim do mês chega a factura e é efectuado o pagamento, mas não implicam períodos de fidelização. Convém saber com a operadora a antecedência que tem de ser dada para o pedido de fim de contrato (usualmente 15 dias). No ano passado cheguei a fazer um destes contratos e na hora entregar também a carta de rescisão do mesmo com a data futura. Se permitido é a melhor opção para não haver esquecimento.

Que equipamento usar para ligar à Internet?

Relevante é também que tipo de equipamento se deve comprar e utilizar para a ligação à rede. A grande questão aqui passa pela quantidade de equipamentos que se pretende ligar à Internet.

Apenas um computador

As duas empresas vendem Pen’s 3G por €29,99. Bastará depois ligar ao computador e poderão navegar livremente. Também fornecem aparelhos para 4G, na casa dos oitenta euros, e a uma velocidade não suportada por estes planos tarifários.

Um ou mais computadores, e ainda tablets e/ou telémoveis

Cada vez é mais comum este cenário, e necessita de uma maior preparação. Aqui existem várias soluções que vão desde uma solução cem por cento trivial, até algumas com um grau de complexidade elevado.

  • Dificuldade baixa: Comprar um dos vários router 3G vendidos pelas operadoras. Custam €39,99 e ficam com um aparelho que lhes servirá na perfeição para esta função.
  • Dificuldade média: Comprar uma pen 3G, como as descritas no ponto sobre apenas um dispositivo de acesso, e um router wifi que possa ligar-se a esta pen. Esta solução apesar de mais dispendiosa permite a reutilização do router para um extensor de alcance na sua rede doméstica o resto do ano, ou para qualquer outra função de partilha de rede.
  • Dificuldade média/elevada: Comprar a pen 3G referida anteriormente, e ligá-la a um PC. Após este passo colocar o PC (através de software) a partilhar a Internet via wifi com os outros dispositivos. De notar que esta solução, que já utilizei várias vezes, pode incorrer nalguns riscos para o PC. Este irá estar sempre ligado, e a pen tende a aquecer. Componentes mais frágeis, como discos rígidos, podem ter alguma tendência a sofrer alguns danos.

A solução criativa e económica

Na realidade existe mais uma opção.  Não é a mais difícil de fazer e até parece a mais económica. Não posso é garantir a sua legalidade, pelas cláusulas contratuais.

Passa por utilizar um telemóvel (ou tablet), Android ou outro smartphone, e colocar-lhe um cartão com o seu tarifário de Internet. Pode fazer isto com aqueles cartões que as operadoras fornecem para colocar nos tablets. Depois colocar-lhe um aditivo de Internet generoso (na Meo por exemplo 5GB de tráfego custam €17,99).

Após este passo, colocar o telemóvel a partilhar a rede como Access Point (AP), fornecendo rede através da sua placa wireless interna. De notar que aquecerá bastante, e graças ao seu consumo exponencial de bateria irá ter de estar sempre ligado ao carregador. O que ainda potenciará mais o aumento de temperatura/riscos para o equipamento. Mas já usei esta solução no passado com bons resultados.

Conclusão

Para o utilizador comum a opção aqui deverá recair entre utilizar uma Pen caso apenas vá usar num computador, ou um router 3G caso cá utilizar em vários dispositivos.

Quanto a planos tarifários por um euro apenas a Vodafone fornece mais 20% de tráfego, o que a faz ser a escolha. No entanto a Meo fornece acesso sem contar para tráfego a algumas aplicações suas, sendo a mais relevante o Meo Music. Se for utilizador aficionado desta aplicação deverá ser a sua escolha.