Dizem que uma pessoa muda quando é Pai. Cada vez mais concordo com isso. Uma das coisas que mudou em mim claramente foi a questão das vacinas.

Não que alguma vez tenha passado a achar que são algo agradável e que faço com um sorriso nos lábios. Nunca gostei de as levar, e penso que isso não mudará até ao fim dos meus dias.

Muito menos mudará o aperto no peito cada vez que faço o meu filho tomar uma, e vê-lo a sofrer momentaneamente com isso. Claro que agora se tornou mais fácil, visto já puder explicar o que vai acontecer, e que é para o bem dele. Antes quando era apenas um bebé que me olhava com o ar de “porque os deixas fazerem-me mal” era mais dilacerante.

Agora antes achava aqueles movimentos anti-vacinas apenas um grupo de maluquinhos com ideias patetas que podiam ir pregar para outra freguesia. Hoje chateio-me e até me exalto quando vejo alguém a defender tal idiotice.

O risco de reaparecerem doenças há muito erradicadas do mundo ocidental por alguns pais new age acreditarem que as vacinas não salvaram milhões de vida no século XX é algo real.

Tão real que hoje se noticia um surto de sarampo na região de Lisboa. Já há pelo menos dez casos confirmados. O ano passado morreu mesmo uma pessoa, de 17 anos, contaminada por uma criança de 13 meses não vacinada.

Uma doença do passado, que trouxe bastantes problemas nos tempos dos nossos avós, volta agora para nos atormentar por umas ideias de uns quantos patetas. E que estava considerada erradicada desde 1994.

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