A música que resume 2018

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Se me dissessem que 2018 ia trazer um mundo ainda mais intolerante, exacerbado e polarizado teria dito que esperava que não. Mas a verdade é que 2018 fez pouco por trazer um pouco mais de bom senso.

Uma das músicas que mais ouvi este ano que fechou é esta dos Machine Head, que tive oportunidade também de ouvir ao vivo naquele memorável concerto a 30 de Março.

Custa agora e muito como pai olhar para o meu filho e pensar que lhe estou a passar um mundo mais intolerante, menos inteligente e mais polarizado do que aquele em que os meus pais me criaram.

Pensar que cada vez mais se prende a criatividade a uma data de preconceitos e medo de ofender, enquanto não se preocupa minimamente com o que de facto se passa neste mundo.

Ao mesmo tempo que ignoramos a criatividade metemos condicionantes em tudo por via de uma norma geral de tentar não se ofender ninguém. Do politicamente correcto.

Seria possível fazer um Life of Bryan neste mundo pateta em que nos encontramos neste momento? Até que ponto este politicamente correcto não está a destruir tudo à sua volta?

Quando a esperança em ver algo diferente se fica por uma Amazon e especialmente por uma Netflix estamos num ponto muito complicado mesmo…

Um mundo cada vez menos cinzento e mais preto e branco. Cheio de gente com verdades absolutas e medos universais. Será este o ano em que se começa a inverter o ciclo?

1 COMENTÁRIO

  1. Gostei muito do teu texto. E infelizmente receio ter que te desapontar e dizer que o ciclo nunca vai ser quebrado. Sempre que alguém tenta fazer algo diferente, é julgado e olhado de lado, a diferença é tomada como ameaça, porque só os inteligentes é que querem tentar quebrar o ciclo, e a inteligência é assustadora. Quem é inteligente começa a ter medo de quem é ignorante e de quem tem falta de criatividade, e simplesmente deixa-se ir com a maré e com o que “vende mais”. O mundo funciona assim, lamento…

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